GARAGEM

BNDES monta programa de startups

05/07/2018 15:01

O BNDES vai escolher uma aceleradora para operar um programa com orçamento de R$ 10 milhões.

Sede do BNDES no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação.

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O BNDES vai escolher uma aceleradora, ou um consórcio de aceleradoras, para operar um programa de aceleração de startups com um orçamento de R$ 10 milhões e duração de 12 meses. 

O chamado BNDES Garagem terá inclusive um um centro de empreendedorismo e inovação a ser instalado no Rio de Janeiro, sede do banco estatal de fomento. O programa pode ser renovado por mais um ano.

“O piloto do BNDES Garagem dá o primeiro passo para uma nova forma de atuação do Banco, com a criação de um ambiente mais propício à geração e ao crescimento das startups brasileiras”, ressalta o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira.

Para participar do certame, as interessadas deverão formalizar consulta prévia e encaminhar suas propostas ao BNDES até o dia 31 de julho. 

O valor apresentado nas propostas deverá ser suficiente para cobrir toda a estrutura de custos, incluindo a gestão e realização do programa, que deverá ser realizado em ambiente externo ao BNDES, em um espaço de coworking no Rio de Janeiro. 

A aceleradora deverá realizar a seleção de 60 startups inovadoras em novembro de 2018 para participar gratuitamente do programa. A iniciativa prevê ainda que outras 60 startups sejam selecionadas em setembro de 2019. 

Terão prioridade aquelas que apresentem soluções em áreas afins ao planejamento estratégico do BNDES: educação, saúde, segurança, soluções financeiras, economia criativa, meio ambiente, tecnologia blockchain e Internet das Coisas (aplicada a cidades inteligentes, rural e indústria).

A ideia é que o programa oferece também serviços de marketing digital, tecnologia, assistência jurídica, contábil e assessoria de imprensa, além de espaços para eventos, workshops, treinamentos e alimentação. 

Com o lançamento do BNDES Garagem, o governo federal passa a operar pelo menos três programas diferentes de apoio a startups, sempre dentro de uma forma similar de intermediação ou parceria com aceleradoras e investidores anjo.

O mais antigo deles é o Startup Brasil, hoje operado pela Softex, que já está na sua quinta turma, tendo beneficiado dezenas de startups com empréstimos a fundo perdido de R$ 200 mil desde o seu lançamento, em 2012.

As startups selecionadas podem escolher entre 13 aceleradoras pré-qualificadas pelo programa, que precisam também fazer um aporte de capital de pelo menos R$ 20 mil.

Ainda nesta semana, a Finep lançou o segundo edital do programa Finep Startup, que tem na mira companhias um pouco mais adiantadas que o BNDES Garagem ou o Startup Brasil.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das 60 startups selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. O objetivo é ser o passo intermediário entre um aporte inicial de aceleradora e a entrada de um fundo de investimentos.

O dinheiro não é a fundo perdido: a Finep terá uma opção de compras de ações. Assim como nos outros programas, no entanto, serão priorizadas empresas que contem com investidores anjo.

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