A Embraer e a Boeing irão criar uma joint venture. Foto: Divulgação.

A Embraer, conglomerado transnacional brasileiro fabricante de aviões comerciais, executivos, militares e agrícolas, e a Boeing, empresa americana de desenvolvimento aeroespacial e de defesa, firmaram um memorando de entendimentos que estabelece as premissas para criação de uma joint venture. A nova empresa receberá a divisão de aviação comercial da Embraer. 

Com capital fechado, a nova companhia terá sede em São José dos Campos, onde funciona a Embraer, e está avaliada em US$ 4,75 bilhões. A Embraer terá 20% do capital e a Boeing terá 80%.

A operação prevê o pagamento de US$ 3,8 bilhões da empresa americana à Embraer.

O governo brasileiro, que detém a chamada golden share (ação preferencial com direito a vetar decisões da Embraer) atualmente, perde essa prerrogativa na nova empresa.

A expectativa é que a parceria registre sinergia anual de custos estimada em US$ 150 milhões (antes de impostos) até o terceiro ano. 

O plano atual é que a joint venture atue como um dos centros de excelência da Boeing para desenvolvimento de projetos, fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros.

A nova empresa será focada na construção de aviões de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga. 

As empresas também devem criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.