Loja da Havan em Brusque, onde tudo começou. Foto: Divulgação.

A Havan decidiu renovar a fachada do seu site de comércio eletrônico, ao mesmo tempo em que trocava a sua plataforma de e-commerce, substituindo a solução da brasileira VTEX pela versão paga do software open source Magento, em um projeto com consultoria da WebJump e Híbrido.

Com a nova plataforma, a Havan passou a oferecer opções como retirada de compras online nas lojas físicas. 

Nos próximos meses devem ir para o ar novas formas de pagamento, sistema de afiliados, vendas corporativas (B2B), projeto marketplace e a inclusão de serviços como garantia estendida, multi seguro e proteção financeira nos pedidos.

A Havan conta com um time de 100 colaboradores focados 100% na operação do e-commerce. 

“Essa integração entre on e offline tem muito a agregar para Havan, pois sabemos que, atualmente, os consumidores acessam, pesquisam e interagem com o e-commerce antes de visitar uma loja física”, afirma Lucas Gustavo Duarte, coordenador de e-commerce da Havan.

A Havan atua no e-commerce desde 2003, mas é muito mais conhecida pela sua chamativa presença no mundo físico, no qual tem 120 lojas de grande porte instaladas, algumas decoradas com uma réplica da Estátua da Liberdade de 33 metros de altura.

Em nota, a Havan diz que “viu a curva de crescimento digital acelerar nos últimos anos, hoje participando de forma considerável dos resultados da empresa”.

Um indicador um pouco mais claro do tamanho da operação de e-commerce foi a Black Friday do ano passado, no qual a empresa teve um aumento de vendas de 117%, totalizando 10 milhões de acessos no mês de novembro, com picos simultâneos de mais de 20 mil usuários. 

“Além de termos realizado 33% a mais de receita que a meta estipulada, batemos o recorde, duas vezes mais vendas que o mês de março, que mais vendeu na história do e-commerce da rede”, revela Duarte, destacando que a meta para 2019 é crescer as vendas online em 80%.

A rede varejista catarinense Havan fechou o ano passado com um faturamento de R$ 7 bilhões, uma alta de 40% frente aos resultados de 2017.

Para 2019, a meta é manter o ritmo, crescendo 42%, para atingir R$ 10 bilhões, além de abrir 20 novas lojas, levando o total a 140. Com isso, a empresa passará de 16 mil colaboradores para mais de 20 mil.

TROCA ARRANHA VTEX

A troca de plataforma é um arranhão na imagem da VTEX, companhia brasileira que está se posicionando como uma líder no mercado nacional, com planos de projeção fora do país.

A empresa tem 2,5 mil clientes, incluindo nomes como Walmart, O Boticário, C&A, Ambev, Motorola e Whirpool.

A VTEX também está citada no Quadrante Mágico do Gartner para plataformas de e-commerce, um feito para poucos.

A Magento também está, entre os líderes, junto com as soluções da SAP, Oracle e SalesForce.

Em abril do ano passado, a Adobe gastou US$ 1,68 bilhão para comprar a Magento, sua maior aquisição em quase uma década.

A Havan contratou duas consultorias para fazer a implementação do novo e-commerce. Uma foi a WebJump, sediada em São Paulo e situada entre as maiores especialistas em Magento do país.

A outra foi a Híbrido, uma empresa especializada em e-commerce sediada em Brusque, pólo catarinense de tecidos onde a própria Havan foi fundada como uma loja de 1,99 por Luciano Hang ainda nos anos 90.