Asha 501, investida da Nokia no segmento de entrada. Foto: divulgação.

Se há um punhado de anos atrás, smartphones eram coisa para poucos, com aparelhos caros e uso restrito a quem tinha dinheiro para pagar planos caros de dados móveis, hoje a realidade é outra. Hoje em dia, telefones inteligentes com preço abaixo de R$ 700 já representam mais de 70% das vendas no Brasil.

Estes números foram divulgados pela consultoria Gfk, que mostra que o segmento de entrada e de aparelhos de preço intermediário estão se tornando a preferência do consumidor médio.

No caso dos aparelhos de entrada, inclusive, o aumento da fatia no mercado subiu de 7,1% para 17,8%. A informação é do Valor.

Se antes a batalha no mercado era travada pela Blackberry e Apple, a popularização do Android, que não cobra licença de uso com os fabricantes, trouxe uma nova dinâmica ao mercado, reduzindo os valores.

Adotando o sistema do Google, empresas como Samsung, LG, Motorola e a nacional Positivo também investiram em seus aparelhos, e também miraram o consumidor sem poder aquisitivo para comprar aparelhos acima dos R$ 1 mil.

Um exemplo recente foi o do Motorola Razr D3, aparelho Android 4.1 (Jelly Bean) dual chip, com configurações avançadas para um modelo na faixa dos R$ 700, que sumiu das prateleiras na época de seu lançamento, em abril. Segundo a fabricante, o produto teve uma demanda "acima do esperado".

Na semana passada, a Nokia lançou o Asha 501, primeiro de sua linha mais econômica, que chegou às lojas brasileiras por R$ 329.

De olho no consumidor dos mercados emergentes, até mesmo a Apple promete fazer sua investida, com o rumor do iPhone 5C, uma versão de seu sofisticado smartphone, feita com componentes mais econômicos e preço reduzido.

Outra medida na direção do barateamento dos smartphones partiu do governo. Em abril, saiu a desoneração das alíquotas de PIS e Cofins dos smartphones de até R$ 1,5 mil, uma redução de 9,25% sobre os produtos.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o corte, que representará uma renúncia fiscal de R$ 500 milhões/ano para o governo, já terá resultados nos preços dos aparelhos até o Dia das Mães, no início de maio.

"Não há complicações. O decreto prevê desoneração para o consumidor, na loja, então até os que já estão à venda poderão ser vendidos com o benefício", explica.