Sede da Xiaomi, em Pequim.

A Xiaomi foi a fabricante que mais vendeu celulares na China no segundo trimestre de 2014, segundo a empresa de pesquisa Canalys. A empresa conquistou 14% do mercado no período, enquando a Samsung ficou com 12%, mesma porcentagem de Lenovo e Yulong. A fatia da Apple não foi demonstrada individualmente. Ela está no bolo da categoria “outras”, que ficou com 39%.

No último trimestre a Xiaomi já havia ultrapassado a Apple na China, de acordo com a Canalys, mas ainda estava atrás de Lenovo e Samsung em termos de vendas unitárias.

A fabricante que mais tem crescido no mercado mundial é a Xiaomi. Ela faz telefones Android com especificações high-end que rivalizam com telefones de primeira linha como o da Samsung Galaxy S5 ou o iPhone 5S. Mas a Xiaomi vende seus smartphones por cerca de metade do preço. 

O mais novo carro-chefe da Xiaomi vai custar cerca de US$ 320. Ele tem uma tela de 5 polegada e processador potente. O Samsung S5 custa pelo menos US$ 600, enquanto o preço do iPhone 5S começa em US$ 649.

Os preços de empresas como a Xiaomi foi um dos motivos apontados pela Samsung para justificar os lucros em declínio em seu negócio móvel no último trimestre.

A Xiaomi é chamada de Apple chinesa e utiliza recursos que reforçam a denominação. 

O CEO da Xiaomi, Lei Jun, usa calça jeans, tênis branco e uma camisa preta nas apresentações de produtos da empresa, assim como Steve Jobs fazia. 

Em junho, durante o mais recente lançamento da empresa, a Xiaomi usou o clássico slide “One more thing…”, tática da Apple para lançar um produto surpresa. 

A empresa chinesa anunciou sua chegada ao Brasil em 2014. A companhia já tem um escritório em São Paulo e contratou Leo Marroig como gerente geral da empresa na América Latina e Chen K. L. para gerente de projetos da operação de São Paulo.