Luiz Adolfo Gruppi Afonso, CIO da Edenred Brasil e Américas. Foto: Divulgação.

De acordo com a International Data Corporation (IDC), a previsão é de que mais de 40% dos investimentos de TI no continente latino-americano serão destinados às soluções de Cloud até o final de 2018, índice que deverá chegar até 50% em 2020. O mercado brasileiro deverá dar uma grande contribuição para esses resultados.

Em todo o mundo, investimentos na computação em nuvem estão contribuindo para o crescimento e a criação de oportunidades de negócio, desde o desenvolvimento de apps para smartphones à gestão industrial. O uso da Cloud permite que empresas de todos os tamanhos sejam mais produtivas ao liberar seus gestores e funcionários qualificados para se concentrar em áreas de trabalho mais lucrativas e afeitas ao seu core business ao invés de manter uma grande e dispendiosa estrutura de TI.

Nossa jornada rumo ao ambiente Cloud na Edenred vem sendo construída de forma a integrar as diversas demandas de uma organização global com particularidades regionais. Para isso, adotamos um sistema que utiliza, quando necessário, o formato de Cloud híbrida. Isto nos permite manter o alto nível de segurança, acesso e controle de uma nuvem privada, gerenciada internamente, e utilizar as funcionalidades de uma nuvem pública, conforme necessário.

Com modelo de pagamento por uso, a modalidade de Cloud Publica possibilita otimizar a sazonalidade de operações. Já o ambiente privado nos permite um nível de segurança e redundância essencial para transações de dados.

A adoção intensa de Cloud Computing por empresas de todo o mundo permitiu que as práticas de TI no segmento corporativo passassem por mudanças profundas. O menor gasto com provisão de infraestrutura e licenças, o estímulo ao desenvolvimento de novos negócios e a elasticidade permitida pela nuvem impulsionaram estas mudanças, mas neste momento os especialistas apontam que já estamos vivendo uma segunda onda de Cloud Computing. 

Pesquisas e estudos de instituições como a Forrester Research indicam que a força disruptiva do Cloud Computing deve levar a uma sobrecarga do mercado com quase a totalidade das empresas acelerando a migração para modelos de nuvens públicas, privadas e híbridas.

 

Tendências:

Algumas tendências que podemos observar no cenário global de TI para um futuro próximo são:

 

Fortalecimento do modelo híbrido

Pequenas e médias empresas ainda têm uma maior propensão a migrar os seus sistemas para a nuvem, até porque, em muitos casos, já nasceram no ambiente da nuvem. Grandes empresas, em especial dos setores públicos, ainda fazem investimentos significativos em infraestrutura de TI própria. Essas empresas podem decidir, a princípio mover apenas uma parte de suas operações para a nuvem. Nestes casos, a abordagem híbrida permite que estas grandes empresas e órgãos governamentais aproveitem a escalabilidade oferecida pela computação em nuvem, sem expor dados críticos a vulnerabilidades de terceiros. O desafio, neste caso está na capacidade de integração e na compatibilização de sistemas e aplicativos.

 

Segurança será o fator decisivo

A segurança continua sendo a maior preocupação para as grandes corporações ao adotarem modelos de serviços de TI em nuvem. A segurança dos dados precisará estar um passo à frente, prevendo as necessidades de instituições financeiras, operadoras de cartões e agora com a nova lei geral de proteção de dados e demais serviços que trazem questões críticas de confidencialidade.

 

Hiperconvergência

A arquitetura hiperconvergente é uma evolução das tecnologias de infraestrutura virtual que mantém características como padronização e gerenciamento integrado de plataformas comuns. A vantagem da nova abordagem em comparação com a convergente é o apelo maior para redução de custos. A arquitetura promete diminuir a complexidade das operações do ambiente de TI, oferecendo novas camadas de virtualização e armazenamento de dados em alta performance. A hiperconvergência deverá se transformar em um padrão que as empresas levarão em conta ao definir sua estrutura de nuvem.

*Por Luiz Adolfo Gruppi Afonso (LAGA), CIO da Edenred Brasil e Américas.