Marcus Granadeiro. Foto: divulgação

A Construtivo, especializada em soluções para gestão de projetos e processos de engenharia, ampliou sua filial de Porto Alegre, onde tem operação comercial desde 2009, e para onde agora transfere seu centro de P&D, até então estabelecido em São Paulo.

A meta é conquistar pelo menos dois novos contratos por mês a partir da filial gaúcha no primeiro ano da ampliação, o que ampliará uma carteira de mais de 20 clientes atuais, entre os quais estão nomes como Goldstein Cirela, Nex Group, CFL, Fiergs e Plaenge.

O plano é dobrar a participação da região no faturamento geral, que hoje fica em 25% de uma receita que em 2012 foi de US$ 2,5 milhões na área de SaaS – foco da unidade porto-alegrense -, crescimento de 100% sobre 2011, e este ano deve dobrar novamente.

“Também pretendemos ampliar a equipe local, que hoje conta com cerca de seis pessoas, para 20 no primeiro ano. Destes, cinco a dez serão programadores para o centro de P&D, com experiência em Java e CAD”, comenta Marcus Granadeiro, presidente do Construtivo.

Por aqui, a empresa também projeta ampliar sua estratégia de ataque a empresas de médio e pequeno porte.

Conforme Granadeiro, em Porto Alegre a companhia já atende a pequenos escritórios de arquitetura.

“Nossa oferta é 100% em nuvem, e em formato SaaS, o que permite praticar preços atrativos até mesmo para clientes com faturamento na casa dos R$ 100 mil a R$ 200 mil mensais”, explica o executivo.

E se oferece economia, então o portfólio da Construtivo ganha força em um setor que está precisando de contenção nos gastos: conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em junho deste ano o indicador que mede o nível de atividade da construção civil caiu para 44,3 pontos, ante 46,9 pontos de maio, em um índice que vai de zero a cem pontos e resultados abaixo de 50 indicam retração.

O mesmo estudo mostra que o nível de atividade da construção não cresce desde março de 2012, e desde dezembro mostra retração.

Já a consultoria LCA prevê que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) fique em 6,5% em 2013, quando em 2012 registrou 7,1%, e que para o próximo ano o PIB da construção não passe de 0,9% de crescimento

EXPANSIVA
Além da construção, a companhia atende também a empresas do segmento de energia.

“A base da solução é a mesma, embora atenda a todos os requisitos de engenharia de empresas deste segmento, que é muito rigoroso”, ressalta Granadeiro.

No setor energético, nomes de peso voltam a aparecer na carteira da Construtivo, como
UHE Belo Monte, Duke e Eletrosul.

Ao todo, a companhia atende a mais de 250 clientes, que somam um universo de 25 mil usuários.