Adriano Silveira, CEO da SD Bank. Foto: Divulgação.

A startup SD Bank vai lançar em 2017 seu sistema para a realização de operações financeiras online como pagamentos, transferências, cobranças programadas, emissão de boletos e cartão pré-pago. Além disso, o aplicativo permite a emissão de cheque digital, a maior aposta da empresa.

A startup catarinense busca atingir usuários desbancarizados, como estudantes, profissionais liberais e empresários em início de carreira. A estimativa é que esse número alcance cerca de 55 milhões de brasileiros.

O foco também é atuar com micro e pequenas empresas, que também têm dificuldade de acessar serviços financeiros.

"Queremos que as pessoas possam aproveitar o tempo com aquilo que realmente interessa a elas. Faremos nossa parte, menos burocracia, mais facilidade ao acesso aos serviços financeiros essenciais e por fim, permitir que cada estabelecimento decida se vai ou não pagar a taxa de risco”, aponta Adriano Silveira, CEO da SD Bank. 

Antes de fundar a startup com outros quatro sócio-investidores, Silveira atuou na Totvs por cerca de 2 anos. Entre 1998 e 2009, ele fez parte da equipe da Unisul, atuando como gerente de projetos e coordenador de TI.

Com o SD Bank ainda em fase de testes, o plano do executivo é lançar a ferramenta em fevereiro do próximo ano.

A startup conta com uma parceria para oferecer cartão pré-pago da bandeira Mastercard. No entanto, a maior aposta da startup é no Cheque Digital. 

Enquanto a versão tradicional do cheque conta com um alto potencial de falsificação e roubo, a nova proposta reduz os casos por não haver emissão de papel. O cheque impresso ainda pode ser devolvido por vários motivos (falsificação de assinatura, rasuras, identidade falsa etc), enquanto na versão digital o único motivo é o saldo insuficiente, pois a transação é online.

O Cheque Digital conta com controle anti-furto, através de digital do usuário no aplicativo; compensações e notificações automáticas online; análise de perfil e abertura de conta online. 

A SB Bank tem sede em Palhoça, na grande Florianópolis.

No Brasil existem hoje cerca de 200 fintechs. De acordo com uma pesquisa da PwC, a indústria global de serviços financeiros sente a ameaça das novas empresas. Os executivos de instituições financeiras temem perder cerca de 25% de seus negócios para as startups financeiras até 2020.