O programa de iniciação científica é destinado a estudantes de graduação. Foto: wavebreakmedia/Shutterstock.

O Ministério da Educação (MEC) cortou 64,6% das 11 mil bolsas previstas para a edição deste ano do programa Jovens Talentos para Ciência. A mudança representa um corte de R$ 34,1 milhões dos R$ 52,8 milhões do orçamento previsto para o projeto. 

O resultado das 3.891 candidaturas homologadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foi publicado na quinta-feira, 5, no Diário Oficial da União. Segundo o Globo, a divulgação teve atraso de uma semana de atraso. 

A proposta de incentivo à iniciação científica é destinada a estudantes de graduação de todas as áreas.

Segundo o DOU, foram aprovados "estudantes que alcançaram nota igual ou superior a 60 no processo seletivo". No edital do ano passado, constava a regra sobre essa nota mínima. No entanto, o edital do concurso deste ano não previa qualquer nota de corte. 

O documento afirma que "os estudantes serão classificados em ordem decrescente das notas obtidas na prova seletiva, até o limite do número total de bolsas oferecidas", que neste ano é de 11 mil. Na última edição foram preenchidas 10.886 vagas.

A Capes nega que tenha havido corte nas bolsas, alegando que o número de vagas preenchidas está de acordo com o que previa o edital do concurso, que falava na concessão de até 11 mil vagas, mas não necessariamente no preenchimento de todas. 

"Sendo assim, o resultado divulgado nesta quinta-feira está de acordo com o previsto na chamada", informa nota da entidade publicado em seu site. 

A Capes não explicou as razões para utilizar um critério de nota de corte que excluiu parte dos candidatos que não estava previsto no edital deste.

Como o valor mensal das bolsas oferecidas aos alunos ao longo de 12 meses é de R$ 400, o orçamento do programa é de pelo menos R$ 52,8 milhões, sem considerar o valor eventualmente pago aos professores-orientadores.