Roberto Dariva.

A Navita, especialista em soluções para gerenciamento de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês), gerenciamento de aplicativos móveis (MAM) e gestão de custos de telecom (TEM) acaba de receber um aporte de capital da DLM Invista.

A empresa não revelou valores. O DLM terá uma participação minoritária na companhia e costuma realizar investimentos a partir de R$ 10 milhões.

Em nota, a Navita informa que está prestes a lançar um novo produto de integração entre empresas e operadoras de telefonia na metade do ano, com a promessa de revolucionar o sistema de mobilidade corporativa. 

“O que nos motivou a fechar o acordo com a DLM foi o profundo conhecimento em desenvolvimento de produtos que seu corpo executivo possui e que é estratégico para a companhia nesse momento”, afirma Roberto Dariva, CEO da Navita.

Dariva se refere aos ex-Datasul Paulo Caputo e Jorge Steffens, que fundaram o DLM.  Steffens era a mente tecnológica da companhia, enquanto Caputo conduzia a área de negócios.

“A Navita é uma empresa com crescimento acelerado, altamente inovadora e com margens positivas”, comemora Steffens.

A Navita começou a atuar em 2005 como um serviço de administração das contas de telefone e da manutenção dos smartphones de clientes corporativos, principalmente BlackBerrys, mas com o tempo aumentou a atuação para toda a área de telefonia e outras fabricantes de celulares.

Em 2013, a empresa adquiriu a  área de negócios de controle de custos e serviços de telefonia fixa da paulista Informatec – a empresa segue atuando com tarifadores PABX para hotéis – aumentando de 100 para 150 sua carteira de clientes e de 150 mil para 600 mil o número de dispositivos sob sua gestão.

A empresa está bem quando o assunto são endossamentos de mercado. Foi considerada Cool Vendor pelo Gartner e líder e mais inovadora em MDM pela Frost & Sullivan.

O fundo é o terceiro a colocar capital na Navita. Antes a companhia recebeu aportes da Invest Tech em 2009 e da Intel Capital no ano passado. Nenhum teve valor aberto. O braço de investimentos da Intel costuma fazer investimentos de US$ 2 milhões a US$ 10 milhões.

A companhia não revela faturamento. O último dado aberto foi em 2011, quando o resultado foi R$ 19 milhões. A Navita afirma crescer em média 50% ao ano.

O perfil da empresa alvo da DLM, no entanto, pode iluminar um pouco o porte atual da Navita.

A DLM afirma procurar investir em empresas de software ou serviços baseados em software com faturamento entre R$ 15 milhões e R$ 150 milhões anuais e crescimento com margem Ebtida de, aproximadamente, 20%.

Nos últimos dois anos, o fundo investiu R$ 10 milhões na OpenTech, joinvilense de SaaS para gestão logística em transporte e gerenciamento de risco e comprou 35% da operação da Clic Holding Company, empresa do segmento de tecnologia para viagens de negócios e lazer formada pelas paulistas Argo IT e Connect-c mais a gaúcha Travel Explorer.