Telefonica, pioneira em NFV. Foto: flickr.com/photos/zacky8/

A Telefonica fechou um acordo com a HP para implementar um projeto de virtualização de funções de rede (NFV, na sigla em inglês) e redes definidas por software (SDN).

Anunciado durante o Mobile World Congress, encerrado nesta semana em Barcelona, o projeto transforma a gigante espanhola na primeira grande telco a apostar pesado em NFV, tecnologia que formará a fundação das operações de TI da empresa e dos serviços de cloud para os consumidores.

“Para a Telefónica, é apenas o primeiro passo para uma visão ampla e ambiciosa, que resulta na melhor experiência para nossos clientes. Começamos com a HP não apenas uma nova forma de implantar redes, mas, além disso, uma nova forma de implantar serviços totalmente baseados em nuvem”, diz Enrique Blanco, CTO global da Telefónica.

A estrutura atente 340 milhões de pessoas em 21 países. O conceito de NFV está no mercado há apenas cinco anos, mais ou menos os mesmos que o SDN.

O projeto, batizado de Aunica, começou há um ano e agora entrou na fase de deployment. A plataforma OpenNFV da HP também foi lançada no ano passado.

A nova abordagem de tecnologia permite que as operadoras deixem de comprar apliances especializados para rodar suas aplicações em servidores virtuais.

Segundo analistas, a mudança permitirá aos clientes corporativos mais liberdade para implementar novas funcionalidades. Para a operadora, fica mais fácil criar novos serviços focados em mercados emergentes como wearables e casas conectadas.

De acordo com a HP, adoção de NFV vai acelerar o processo de atualizar a rede – as atualizações serão possíveis em horas, ou até minutos, já que os serviços não estão vinculados a dispositivos físicos. Hoje, essas atualizações podem durar meses.

O OpenNFV é aberto, o que permite ainda que outros desenvolvedores terceiros criam funções para a rede virtualizada.

O projeto será conduzido a partir da matriz, na Espanha (a HP inclusive instalará operações em Madri) mas deve ter bastante impacto no Brasil.

Em abril de 2013, a operação brasileira tornou-se a principal em termos de geração de receita para o grupo espanhol. 

Naquele trimestre, o Brasil gerou faturamento líquido de 3,263 bilhões de euro, valor que equivalia a 23,07% de todo a receita do grupo e, pela primeira vez, ficou à frente do faturamento da sede na Espanha, que foi responsável por 23,05%.