David Schmoock, vice-presidente da Dell para a área de Client Solutions. Foto: Divulgação.

Mesmo com a queda de 10% no mercado global de PCs relatada pela IDC no último ano e a previsão de queda de 5,4% em 2016, a Dell espera alcançar resultados positivos no segmento. O foco da empresa é aumentar sua fatia de mercado.

No último trimestre do ano passado, a Dell conquistou 14,1% do mercado, enquanto o índice era de 13,4% no mesmo período do ano anterior. 

O crescimento na fatia foi alcançado mesmo com a queda nas vendas globais, que passaram de 10,7 milhões unidades comercializadas em 2014 para 10,1 milhões no ano passado.

Com esses resultados, a empresa tem o terceiro maior número de vendas globais de PCs, atrás de Lenovo e HP.

“Claro que o mercado não está tão robusto quanto gostaríamos, mas ao mesmo tempo ainda há muitos equipamentos sendo vendidos. Pelo ponto de vista do market share, ganhamos mais participação nos últimos quatro trimestres”, relata David Schmoock, vice-presidente da Dell para a área de Client Solutions.

Segundo ele, a expectativa da empresa é crescer sua participação no mercado em todos os trimestres de 2016.

Hoje, as três maiores empresas do mercado somam cerca de 50% de participação. Para Michael Dell, CEO da companhia, Lenovo, HP e Dell tem o poder de concentrar cerca de 80% do segmento nos próximos anos.

No Brasil, a Dell fechou o ano de 2015 como a fabricante campeã de vendas no mercado de PCs. A companhia conquistou uma fatia de 18,4% dos equipamentos comercializados no país.

“Os consumidores estão valorizando a marca Dell no Brasil. O portfólio variado com opções como desktops premium, equipamentos para games da Alienware e a linha XPS tem diferenciado a Dell para pessoas que buscam uma experiência específica”, afirma Schmoock.

No país, a Dell ficou com 27% do segmento corporativo, que apresenta um total de venda de equipamentos menor. Já a participação da empresa no mercado para consumidores finais foi de 18%.

Globalmente, o aumento da fatia das vendas para consumidor final superou o crescimento das vendas corporativas.

“Mesmo assim, ao redor do mundo somos uma empresa mais focada no mercado corporativo. O foco no consumidor final é maior em cinco países: Brasil, China, Estados Unidos, Canadá e Índia”, relata Schmoock.

Para o executivo, o mercado de PCs deve voltar a subir até 2017, pois há muitos equipamentos ainda em uso que precisarão ser trocados.

“O mercado vai voltar a apresentar números positivos, especialmente pelo lançamento do Windows 10. Há muito buzz ao redor do sistema e acreditamos que muitas pessoas ainda vão realizar upgrades em relação aos equipamentos nos próximos dois anos”, completa.

A expectativa de Schmoock é que seja consolidado um consenso a respeito crescimento natural do mercado, que afirma que a renovação do parque de PCs costuma contar com a troca de equipamentos normalmente a cada quatro anos, ou, em situações extremas como a atual, cinco ou seis.

No Brasil, apesar dos números positivos do último ano, os desafios para o mercado de PCs parecem ser maiores. O mercado do país em 2015 apresentou números piores do que os vistos globalmente. 

No último ano, segundo a IDC, foram vendidos 6,6 milhões de computadores de janeiro a dezembro, uma queda de 36% na comparação com 2014. 

Do total de vendas, 2,6 milhões foram desktops (queda de 36%) e 4 milhões foram notebooks (também queda de 36%), sendo 32% comercializados para o mercado corporativo e 68% para o consumidor final.

A tendência, segundo a IDC Brasil, é que a retração no mercado de PCs se repita em 2016, com uma queda de 18% nas vendas.