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DESENVOLVIMENTO

CometML quer ser GitHub da IA

Júlia Merker
// sexta, 06/04/2018 16:06

Está disponível desde quinta-feira, 5/4, a plataforma da CometML, que permite que desenvolvedores analisem seus experimentos com aprendizado de máquina.

Gideon Mendels e Nimrod Lahav, co-fundadores da CometML. Foto: Divulgação.

A empresa sediada em Nova York lançou o sistema depois de concluir o programa Amazon Alexa Accelerator, da TechStars, e levantar uma rodada de US$ 2,3 milhões liderada pelos sócios da Trilogy Equity, junto com Two Sigma Ventures, Founders Co-Op, Fathom Capital e TechStars. 

O portal quer atuar na área de inteligência artifical da mesma maneira que o GitHub atua na programação - permitindo que cientistas de dados e desenvolvedores comparem e otimizem seus modelos de machine learning (ML).

À medida que o usuário atualiza seu modelo, a Comet rastreia os resultados e fornece um gráfico para comparação, rastreando as alterações do código. A plataforma também importa as mudanças para analisar posteriormente as diferenças entre as várias versões das experiências.

O TechCrunch relata que os desenvolvedores podem facilmente integrar o Comet em seus frameworks de aprendizado de máquina, não importando se eles usam API Keras, TensorFlow, Scikit Learn, Pytorch ou simplesmente atua com código Java. 

Para começar o uso da ferramenta, os desenvolvedores adicionam o código de rastreamento CometML a seus aplicativos e executam suas experiências normalmente. O serviço é agnóstico quanto ao local em que os modelos são treinados e é possível compartilhar o acesso aos resultados com o resto da equipe.

"Percebemos que as equipes de machine learning se parecem muito com o que as equipes de software eram dez ou quinze anos atrás", diz Gideon Mendels, co-fundador e CEO da CometML, em entrevista ao TechCrunch. 

Embora as equipes de software agora tenham controle de versão e ferramentas como o GitHub para compartilhar seu código, as equipes de ML ainda compartilham dados e códigos por e-mail. 

Durante o período de testes da plataforma, a CometML cadastrou cerca de 500 cientistas de dados. Até agora, os usuários desenvolveram cerca de 6 mil modelos na plataforma.

Júlia Merker