CORONAVOUCHER

Caixa cria poupança digital para desbancarizados

06/04/2020 14:35

Conta será utilizada para pagar os R$ 600 do Governo Federal e contempla quem não tem CPF.

Aplicativo será disponibilizado na próxima terça-feira, 7. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

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A Caixa Econômica Federal vai possibilitar a criação de contas digitais na modalidade poupança para todas as pessoas que não têm conta bancária, inclusive os brasileiros que não possuem CPF, para pagar o auxílio emergencial de R$ 600 do Governo Federal.

Segundo o site Poder 360, o aplicativo deve estar disponível a partir da próxima terça-feira, 7, para Android, sistema operacional utilizado por 96% dos clientes da Caixa.

A aplicação irá viabilizar as transferências do auxílio, também conhecido como coronavoucher, que ainda não têm data certa para chegar às mãos dos beneficiários.

Ao fazer o download, será preciso preencher os campos nome e número de CPF, com a opção de informar que não possui o cadastro de pessoa física.

Os que tiverem um número válido de CPF terão seus dados checados automaticamente pelo aplicativo da Caixa, com informações da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), que tem o banco de dados dos benefícios sociais.

Já quem não tiver CPF, será direcionado para outro serviço para obter o documento. A Receita Federal é responsável pela emissão, que já podia ser realizada on-line.

“Para abertura de conta, nós vamos simplificar ao máximo e temos essa conversa com o Banco Central. Nós precisamos de nome e CPF, porque é uma conta digital simples. Normalmente, precisa muito mais de dados”, destacou Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal ao Poder 360.

A Caixa afirma que há uma preocupação com fraudes no caso de quem não tem CPF. No entanto, as medidas com relação ao tema não foram divulgadas.

A instituição financeira estima que 80 milhões de brasileiros baixem o aplicativo.

Anunciada pelo Governo Federal em 1º de abril, a renda básica emergencial é um auxílio de R$ 600 para amenizar os impactos econômicos do coronavírus durante três meses.

Entre os beneficiados, estão os 14 milhões que já têm acesso ao Bolsa Família, além de trabalhadores informais sem registro na carteira de trabalho e com renda familiar mensal de até três salários mínimos.

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