Ingles estão aprovando o trabalho em casa. Foto: divulgação.

Em plena Inglaterra, berço da revolução industrial e modelos de gestão empresarial que ditaram o mercado por séculos, bater o ponto e marcar presença na "firma" todos os dias são coisas que pertencem ao passado.

Ao menos isso é o que indica o estudo "Trabalho flexível: Adeus 9h às 5h", divulgado pelo Institute of Leadership & Management, que constatou que 94% das empresas pesquisadas já passaram a adotar modelos menos rígidos de trabalho.

Segundo aponta a Exame, o levantamento foi realizado junto a 1026 gestores e mostra que práticas como trabalho remoto, horário flexível, compartilhamento de tarefas e possibilidades de atuação em meio período já são recorrentes no mercado.

Dos entrevistados, 82% acham que esse tipo de mobilidade gera benefícios para os novos negócios, uma vez que percebem ganhos de produtividade nos seus subordinados.

A comunicação é vista pelos entrevistados como elemento-chave para o bom funcionamento da prática – 88% deles veem essa habilidade como necessária.

A capacidade de dar instruções claras é valorizada por 87% dos gestores, bem como suas habilidades com planejamento.

Entretanto, apenas 73% têm aval e apoio da alta diretoria - que ainda confiam em métodos mais tradicionais para seus subordinados - para adotar as práticas.

Como nem tudo são flores, comentários depreciativos contra colegas de trabalho que usufruem de home office ou horário alternativo são comuns para 31% dos entrevistados. Para um quinto, uma decisão como essa poderia “limitar” a carreira na organização.

YAHOO NAO GOSTOU

No entanto, nem todo mundo concorda. No início do ano, o Yahoo! anunciou o fim do home office em todos os países onde atua. A partir de junho, todos os seus colaboradores deverão trabalhar nos escritórios da empresa.

Segundo a vice-presidente executiva de pessoas e desenvolvimento, Jackie Rese, velocidade e qualidade são muitas vezes sacrificadas quando se trabalha de casa.

No entanto, essa pode estar sendo mais uma das decisões de Marissa Mayer com a intenção de diminuir os custos operacionais da empresa, os quais cresceram muito nos os últimos 15 anos.

Segundo a Business Insider, um dos efeitos colaterais dessa decisão seria a demissão voluntária daqueles que não pretendem se encaixar na nova regra da companhia.