Marcelo Quintella.

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Marcelo Quintella, ex-chief product officer da CVC, acaba de assumir como VP de produto da Unico, companhia brasileira em alta no segmento de assinatura digital e biometria facial.

Quintella, que estava em período sabático depois de sair da CVC em agosto de 2020, tem uma carreira diversificada, incluindo uma passagem de quatro anos pela operação do Google em Belo Horizonte, onde foi gerente de produto senior entre 2007 e 2011, cuidando de lançamentos como o Google Maps no Brasil.

No mercado desde 1995, quando começou como estagiário na IBM, Quintella tem ainda passagens pelas áreas de tecnologia de startups como Zwift e Loft, além de ter sido um dos co-fundadores da HypermindR, que atuou em projetos em grandes empresas como o Grupo RBS.

Em nota divulgando a contratação, a Unico afirma que Quintella é considerado “uma excelência, um verdadeiro guru, do desenvolvimento de aplicabilidade produtos inovadores no mercado”.

“Me agrada muito o desejo da Unico de criar uma empresa realmente com tecnologia de ponta, com os melhores profissionais do país e uma cultura que dá autonomia e responsabilidade a cada pessoa na equipe”, afirma Quintella.

A Unico vem acumulando contratações de alto perfil nos últimos meses. Na área técnica, por exemplo, está a VP de Engenharia Fernanda Weiden, que até maio de 2019 era diretora de Engenharia de Produção do Facebook na sede em Menlo Park.

No Facebook, Weiden era responsável pela escalabilidade, performance e eficiência de apps como Facebook, Instagram e Whatsapp. Antes esteve seis anos no Google, em um cargo de gerência.

A empresa ainda tem no seu conselho de administração Nelson Mattos, ex-VP mundial do Google.

Nos últimos seis meses, a Unico deu um salto de contratações saindo de 180 para mais de 400 colaboradores admitidos. Apenas nos três primeiros meses de 2021, a startup admitiu 100 funcionários, tendo outras 200 vagas em aberto.

Todo esse talento custa dinheiro, mas isso a Unico tem de sobra. Só em 2020, a startup recebeu dois aportes: R$ 40 milhões da Igah Ventures, em janeiro, e R$ 580 milhões em setembro, dos fundos internacionais General Atlantic e SoftBank Latin America Fund.

São números que colocam a empresa como a mais badalada no emergente mercado de identificação biométrica, ou, para usar o jargão da moda, IDtech.

Só no primeiro trimestre desse ano, os clientes da empresa já fizeram 67 milhões de autenticação de identidade e validaram eletronicamente 1,4 milhão de documentos.