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COMPORTAMENTO

Estratégia de imagem: qual é a sua?

Baguete
// sexta, 06/07/2018 10:37

Por Michelle Wendling*
Vou te propor um desafio. Pense em uma empresa do setor de tecnologia que se destaca por uma gestão de marca acertada e dinâmica o suficiente para se reinventar de acordo com as mais recentes necessidades do mercado. Certamente você lembrou de alguma marca inovadora, não é mesmo? Talvez você até trabalhe nessa empresa. 

Michelle Wendling, consultora de Comunicação na Dell. Foto: Divulgação.

Agora, pense em um profissional de TI que é reconhecido como autoridade quando se fala de determinada tecnologia ou tendência. Lembrou de algum nome? Se sim, essa pessoa seria VOCÊ?

Pois é, muitos profissionais do setor são excelentes brand ambassadors das empresas em que atuam, capazes de elencar facilmente todos os diferenciais de uma nova solução tecnológica ou produto. Mas não fazem ideia de como se posicionar individualmente nesse mercado, de forma que o seu nome esteja sempre à frente de qualquer marca institucional para a qual trabalham. 

A verdade é que a gestão estratégica de imagem pessoal ainda é algo pouco explorado no mundo corporativo, ficando restrito apenas a altos executivos, quando muito. No entanto, vale lembrar que todos nós arcamos - em qualquer nível de carreira - com o efeito da nossa imagem, seja ela bem estruturada ou não. 

A boa notícia é que você pode assumir as rédeas da sua marca pessoal e colocá-la nos trilhos de forma inteligente, a partir de 4 pilares fundamentais:

 

PROPÓSITO: o primeiro passo é entender como o que você faz - ou quer começar a fazer - contribui para adicionar valor às pessoas. Vamos supor que você, hoje, seja um vendedor de soluções de TI para pequenas empresas. Como isso melhora ou facilita a vida de alguém? Tente pensar no impacto do que você faz lá na ponta da cadeia. A partir dessa reflexão, você vai entender o seu propósito e então definir a linha central de todo o seu plano de imagem. 

 

CONTEÚDO:  aqui você começa a construir reputação, credibilidade e autoridade em determinado assunto ou nicho, alinhado ao seu propósito. Faça um mapeamento das suas atividades em redes sociais e defina uma linha editorial para cada uma delas. Compartilhe informações relevantes, estudos e, mais importante, o seu pronto de vista sobre o assunto. 

Sim, você é o seu próprio veículo de comunicação, e nada melhor do que usar as plataformas digitais para reforçar a sua marca externamente. Mas claro que você não precisa estar presente e ativo em todas as redes. Eleja as que fazem mais sentido dentro do seu perfil pessoal e público a ser alcançado, e mantenha consistência nelas.

Nesse item, vale considerar fortemente o LinkedIn: essa é a principal plataforma de carreira que existe, então tire partido dela!

Revise as informações sobre experiências e conhecimentos, mantendo apenas o que é, de fato, relevante... Cursos realizados há 15 anos atrás em Excel podem ser excluídos, ok? 

Alinhe o título do seu perfil para refletir o seu propósito... Perceba que muitos cargos na área de tecnologia são similares em nomenclatura e só são entendidos por quem atua no mercado. Talvez seja o caso de complementar o "Consultor de Tecnologia na empresa X" para algo mais inspirador como "Consultor de Tecnologia apoiando à Transformação Digital dos clientes na empresa X"

Tem algo a dizer sobre uma nova tendência, uma visão diferenciada sobre um nicho específico ou algum aprendizado bacana que vale compartilhar? Escreva um artigo sobre o assunto e publique na ferramenta Pulse do LinkedIn. É uma forma de se posicionar com objetividade e demonstrar seus diferenciais, aumentando sua visibilidade e credibilidade.

 

IMAGEM PESSOAL: esteja atento às mensagens que você transmite através das roupas, corte de cabelo e estilo pessoal em geral.  Acha que isso é supérfluo? Pois saiba que cerca de 55% da sua comunicação é visual, 38% diz respeito à forma como você se comunica (postura, comportamento, voz) e apenas 7% se refere ao conteúdo em si. Ou seja, a primeira impressão que você causa com a sua imagem é a que fica mesmo. Então invista nela! As roupas e suas cores podem ser usadas estrategicamente, inclusive, em encontros com clientes e reuniões importantes, como uma ferramenta de reforço de persuasão (tema para um próximo artigo, quem sabe?)

 

COMPORTAMENTO: construa relacionamentos verdadeiros, ainda que sejam estratégicos para o seu crescimento, e trabalhe o seu networking em todos os níveis - e não apenas com alta liderança e pessoas reconhecidamente influentes. Saber influenciar faz parte, inclusive, da gestão da reputação, uma vez que ninguém gosta de ser manipulado ou obrigado a fazer algo que não acredita. 

Para influenciar efetivamente, você precisa pensar sob a perspectiva do outro em primeiro lugar.  Por isso, seja flexível e adapte seu discurso conforme o cenário e a pessoa. Entenda que o seu poder de influência aumenta quando você parte do ponto de vista do outro, por isso, saiba ouvir e oferecer algo em troca primeiro, antes de colocar a sua agenda pessoal na mesa como única prioridade. 

 

Pense que você é uma marca, então não tenha medo de explorá-la estrategicamente, mas seja autêntico e fiel ao seu posicionamento. Seja o tipo de pessoa que gostaria de conhecer, e as pessoas lembrarão de você.

*Michelle Wendling é Consultora de Comunicação na Dell, certificada em Consultoria de Imagem pela Fashion Institute of Tecnology e escreve sobre Imagem e Influência em seu site.