GE decidiu quebrar o porquinho no Brasil. Foto: flickr.com/photos/68751915@N05/

A GE Healthcare, divisão de saúde da multinacional GE, comprou a mineira Omnimed, fabricante de equipamentos que monitoram funções vitais de pacientes em hospitais.

Não foi revelado o valor da compra. Há um ano, a GE já havia comprado a também mineira XPro, fabricante de máquinas de raios X usadas nos segmentos de cardiologia, neurologia e radiologia intervencionista.

A operação da GE Healthcare no Brasil teve início em 2010, com a instalação de uma fábrica em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Hoje, a unidade é a terceira mais importante em faturamento para a companhia, atrás de China e Estados Unidos.

A compra de empresas locais faz parte do plano de expansão da GE no mercado brasileiro de equipamentos médicos, liderado pela Philips.

Em 2012, a GE empresa faturou US$ 18 bilhões, e a expectativa para 2013 é de alta de 8%. A Healthcare responde por cerca de 12% dos ganhos mundiais da GE, que atua também em energia, transporte e iluminação.

A GE Healthcare transformou a América Latina em uma unidade independente em 2011 e desde então vem conduzindo investimentos na região.

A concorrência não fica atrás. Em maio do ano passado, a Siemens anunciou a instalação em Joinville de uma fábrica focada na área de saúde com investimentos de R$ 50 milhões.

Na cidade catarinense, e planta irá produzir equipamentos de medicina por imagem, ressonância magnética, tomografia e radiografia, entre outros.

A Intel Capital, divisão de investimentos da fabricante de chips, anunciou em dezembro de 2011 sua entrada no mercado de TI para saúde na América Latina com aporte na Pixeon, que tem sede em Florianópolis e é especista em PACS (sigla em inglês para Sistema de Gestão de Imagens Médicas).

No caso da Philips Healthcare, o investimento foi a compra da Wheb Sistemas, de Blumenau, no começo de 2011.

A adquirida é focada em ERP para a saúde e, segundo declarou à época da compra o CEO da Philips Healthcare, Steve Rusckowski, será o “combustível do crescimento na região nos próximos anos”.

A gigante de origem holandesa também comprou outras companhias de TI para saúde no Brasil, como a paulista Tecso.