Marco Patuano. Foto: divulgação.

A Telecom Italia, maior companhia telefônica italiana, informou nesta quarta-feira, 06, que irá examinar suas opções estratégicas no Brasil, após registrar queda de 7,6% em seu lucro. E estas opções incluem uma fusão com a GVT.

Se a operadora italiana fizer de fato uma oferta pela GVT junto à francesa Vivendi, a empresa brigará com os espanhóis da Telefônica pela compra.

Na terça-feira, a Telefônica fez oficialmente uma oferta de R$ 20,1 bilhões para absorver a operadora de TV e internet banda larga. Entretanto, a oferta ainda será avaliada pela Vivendi.

A reação da empresa italiana tem a ver com o recuo em lucro e também em faturamento. No segundo trimestre, a multinacional teve uma queda de 11,2% em sua receita, ficando em € 10,551 bilhões.

Segundo destacou a empresa para a agência internacional Reuters, os resultados são produto de uma economia fraca em seu mercado doméstico e uma desaceleração no Brasil.

Conforme destacou o presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, o Brasil representa quase um terço de suas vendas, constituindo um mercado central para o grupo.

O presidente não descartou a possibilidade de unir a GVT com a TIM Brasil para fortalecer sua base de clientes de banda larga, mas afirmou que "não fará ofertas malucas" para isso.

O fato é que a Telecom Italia precisa definir um futuro para a TIM no Brasil, já que a Telefónica investiu € 324 milhões para aumentar de 46% para 66% a sua participação na holding Telco, que é dona da Telecom Itália.

Segundo sugerem analistas, como a legislação brasileira e suas regulações antitruste impedem que um mesmo grupo detenha duas operadoras, a TIM poderia ser dividida em três partes para Vivo, Claro e Oi, mantendo a concorrência franca e fortalecendo o caixa das operadoras.

Entretanto, uma outra saída poderia ser a venda ou fusão da operadora com algum outro player de mercado. Em fevereiro, fontes de mercado cogitaram uma aproximação entre a TIM e GVT.

De acordo com fontes ligadas à TIM, o plano com a Vivendi agradou principalmente os acionistas minoritários da companhia, que querem a redução da participação dos espanhóis no grupo italiano.