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POSICIONAMENTO

Globalweb é uma cloud broker

Maurício Renner
// sexta, 06/10/2017 09:26

A Globalweb está se reposicionando no mercado como uma provedora de serviços de cloud broker, sendo dona de uma plataforma a partir da qual clientes podem comparar, comprar e pagar serviços de provedores de software, infraestrutura, plataforma na nuvem.

Marco Zanini, diretor comercial da Globalweb Corp. Foto: Divulgação.

A empresa está vindo com um discurso forte, afirmando ser a primeira empresa do gênero no Brasil (uma afirmação até certo ponto discutível) e com uma meta de chegar a um faturamento de R$ 200 milhões com a nova oferta, ao redor da qual a empresa está se reorganizando.

Para viabilizar sua entrada na área de cloud brokerage, a Globalweb fechou uma representação exclusiva com a Jam Cracker, dona da tecnologia através da qual os clientes da empresa brasileira poderão gerenciar seus serviços.

A Jam Cracker é uma companhia de destaque em uma área ainda em desenvolvimento, tendo sido nomeada pelo Gartner já em 2011 como uma das “cool vendors” desse tipo de tecnologia, além de já ter captado US$ 170 milhões em investimentos, a segunda maior quantidade nesse nicho de acordo com o site Owler.

“Estamos trazendo para o Brasil um conceito totalmente novo de tecnologia em nuvem. Oferecemos um marketplace de auto serviços que unifica em um mesmo painel de controle todas as soluções contratadas”, afirma Marco Zanini, diretor comercial da Globalweb Corp.

A questão é que outros players nesse mercado no Brasil, como a Tivit e a Algar, fizeram compras ou fecharam parcerias com startups brasileiras com uma abordagem tecnológica similar à da Jam Cracker.

Afirmações sobre pioneirismo à parte, a Globalweb tem uma oferta consistente, com parcerias com Google, AWS e Azure para infraestrutura, em combinação com seu data center dentro da infraestrutura construída com um investimento de R$ 400 milhões da Odata em Santana da Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo.

Somada a isso estão mais de 100 softwares oferecidos como serviço e os serviços profissionais da equipe da Globalweb para implementação, oferecidos por um time de mais de 500 técnicos certificados que podem levar mais de 300 tipos de serviços, desde pequenas manutenções até migrações completas de ambientes.

Para gerenciar a entrega de tudo isso, outro parceiro importante é a ServiceNow, com cuja tecnologia a Globalweb fará a gestão desses serviços de TI. Foram investidos R$ 2 milhões em um acordo com a multinacional, incluindo marketing, treinamento de equipes, construção de laboratórios e certificações.

Na verdade, o plano da Globalweb faz parte de um reposicionamento maior da empresa, que tem uma experiência acumulada de 20 anos em gestão de data centers, service desk e outsourcing de TI. 

A empresa vem procurando um novo rumo nos últimos anos. Em 2015 a Globalweb divulgou que estava buscando um sócio internacional para capitalizar o negócio, o que acabou não se concretizando.

No começo no ano passado, a empresa decidiu vender a Compusoftware, uma empresa do grupo com forte presença em tecnologia Microsoft, para os russos da Softline.

Não foi divulgado o valor da venda, mas a Globalweb cortou na carne: segundo foi divulgado na época, a Compusoftware respondia por 40% da receita. 

Em 2014 a Globalweb teve um faturamento de R$ 481 milhões, 20% acima do que contabilizou no ano anterior. No último fiscal, o resultado ficou bem abaixo, na casa dos R$ 280 milhões.

Maurício Renner