O Hospital Mãe de Deus conta com uma estrutura de 327 leitos ativos. Foto: divulgação.

O Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, está implantando o Robô Laura, plataforma de inteligência artificial e tecnologia cognitiva que ajuda a gerenciar riscos no ambiente hospitalar. 

A ferramenta foi disponibilizada pelo Grupo Fleury, dono das marcas Weinmann e Serdil no Rio Grande do Sul. No início do ano, a companhia de medicina diagnóstica começou a oferecer a tecnologia da startup Laura sem custos nos hospitais em que atua.

Desenvolvida a partir de algoritmos que analisam sinais e sintomas, a solução funciona monitorando dados do prontuário do paciente e informações contidas em um aplicativo da ferramenta, que compreendem desde os sinais vitais até resultados de exames.

Caso a ferramenta indique que algum paciente necessita de atenção, o Robô Laura exibe um alerta e a urgência do caso – como mínima ou máxima – indicando alterações na evolução dos pacientes e sinalizando os que apresentam maior risco de deterioração clínica por infecção generalizada, por exemplo.

A situação dos pacientes também pode ser visualizada por meio da cor do monitor nos terminais dos hospitais e, se necessário, a plataforma entra em contato com médicos responsáveis. 

Além disso, a equipe do hospital pode se comunicar com o robô por meio de computadores ou dispositivos móveis e, caso sinta necessidade, pode alertar médicos ou enfermeiros sobre pacientes que precisem de atenção imediata. 

“A inteligência artificial procura problemas para evitar que eles aconteçam, e ao reduzir o tempo de identificação de casos de infecção generalizada e aumentar a velocidade de administração de antibióticos, o robô pode ser essencial para salvar a vida de um paciente”, destaca Marcius Prestes, gerente de fluxo do Hospital Mãe de Deus.

Após realizar o processo de integração de sistemas, ou seja, fazer o robô reconhecer o prontuário do Mãe de Deus e aprender como a instituição funciona, a tecnologia está sendo utilizada em formato teste nas unidades de internação Covid-19 e cirúrgica do hospital. 

"A inteligência artificial ajuda enfermeiros e médicos a identificar quais são os casos de maior gravidade e agir rapidamente quando necessário. O Hospital Mãe de Deus é um dos melhores hospitais do país e, para nós, é uma grande alegria poder ajudá-los no cuidado ao paciente", afirma Cristian Rocha, CEO da startup Laura.

De acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), estima-se que a infecção generalizada atinja entre 15 e 17 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. No Brasil, 600 mil pessoas são afetadas anualmente e a taxa de mortalidade alcança 65%, enquanto a média mundial é de 30% a 40%.

A startup Laura nasceu em 2010 após o arquiteto de sistemas Jac Fressatto perder a filha Laura pela doença.

No mercado desde 2016, a plataforma já teve aproximadamente 8,4 milhões de atendimentos analisados e reduziu, em média, 25% da taxa de mortalidade hospitalar. 

A startup estima que sua tecnologia ajude a salvar uma média de 18 vidas por dia em mais de 30 instituições hospitalares de todo o país.

Já o Grupo Fleury tem mais de 90 anos de existência, atuando com medicina diagnóstica, operações diagnósticas em hospitais e de laboratório de referência. São mais de 10 mil colaboradores e cerca de 2,5 mil médicos.

A empresa conta com cerca de 250 unidades de atendimento das marcas Fleury Medicina e Saúde, a+ Medicina Diagnóstica, Weinmann Laboratório, Serdil, Clínica Felippe Mattoso, Labs a+, Lafe, Diagnoson a+, Diagmax, Instituto de Radiologia de Natal, CPC e Inlab.

O Hospital Mãe de Deus atua desde 1979 e é mantido pela instituição filantrópica Associação Educadora São Carlos, da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas.

Com uma estrutura de 327 leitos ativos, sua área construída é de aproximadamente 55 mil m², onde a instituição concentra 2 mil equipamentos de tecnologia e uma equipe de profissionais treinados por mais de 2,3 mil médicos credenciados.