Ronaldo Miranda, Vice-Presidente para Mega Região Brasil da AMD. Foto: divulgação.

A AMD anunciou mudanças na estrutura de suas operações globais, estabelecendo a América Latina como uma Mega Região e definindo o vice-presidente da AMD América Latina e presidente da AMD Brasil, Ronaldo Miranda, como o Vice-Presidente para Mega Região (MRVP, na sigla em inglês)

Com a mudança, as operações na região deixam de fazer parte do que a empresa classificava como Américas. Além disso, o MRVP passa a reportar-se diretamente ao CSO da companhia, John Byrne.

Atualmente, as operações da AMD estão divididas em cinco Mega Regiões: América do Norte, China, Ásia, EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e agora América Latina.

Segundo a companhia, a decisão de nomear a América Latina como uma Mega Região foi motivada pelos resultados obtidos nos países latino-americanos nos últimos anos.

Somente no Brasil, que hoje é considerado um dos mercados-chave para a AMD no mundo, a empresa ampliou em mais de 35% seu market share em 12 meses (de acordo com dados da empresa de pesquisas GfK), saltando de 11% para 27%.

A companhia tem a pretensão de alcançar 30% de participação de mercado até o final de 2012, contra 18,9% contabilizados em dezembro de 2011.

“O fato de a AMD ter nomeado a América Latina como uma Mega Região global num momento delicado da economia e do mercado mundial reflete a importância que a América Latina, e em especial o Brasil, está tomando no cenário mundial”, afirma Ronaldo Miranda.

DIFICULDADES
O "momento delicado" no mercado mundial citado por Miranda teve efeito sobre a AMD.  O lucro da fabricante caiu cerca de 40% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2011, ficando em US$ 37 milhões.

A receita também sofreu queda de 10%, indo para US$ 1,41 bilhão, contra US$ 1,57 bilhão obtidos um ano antes.

Segundo declarou no informe de resultados o CEO da AMD, Rory Read, o declínio se deve à “fraqueza geral da economia global”, que diminuiu os gastos dos consumidores em geral.

O executivo também menciona uma redução na demanda por processadores para desktops na China e na Europa.

Conforme analistas ouvidos pela Reuters, o aumento da preferência de consumidores por tablets e smartphones, em detrimento de desktops e notebooks, agrava as perdas da fabricante, que também estaria perdendo mercado para processadores fabricados pelas rivais Intel e Nvidia.