Michael Dell. Foto: divulgação.

A Dell, poucas semanas depois de concluir o fechamento de seu capital, está determinada a enxugar sua operação. Uma destas medidas é oferecer a seus 110 mil funcionários uma opção de demissão voluntária.

De acordo com informação publicada pelo Wall Street Journal, a companhia notificou parte de seus colaboradores com a oferta, que podem escolher até o dia 20 de dezembro se querem ou não se desligar da empresa, com direito a benefícios.

Ao falar sobre o plano, o porta-voz da Dell, David Frink, não deu detalhes sobre quantos empregos serão cortados ou se demissões serão feitas se o número de voluntários estiver abaixo do esperado.

"Um ponto crítico de nossa estratégia sempre foi e sempre será sobre aprimorar nossa estrutura de custos e liberar capital para fazer os investimentos em áreas de crescimento que importam a nossos clientes", afirmou Frink.

O que se sabe é que Michael Dell, depois de recomprar - por US$ 24,9 bilhões - o controle da companhia fundada por ele, quer dar a volta por cima no negócio, que já registrou perdas de US$ 54 bilhões em 2013.

Entre as medidas já anunciadas pelo fundador estão a redução da dependência da companhia na venda de PCs e a migração para a oferta de softwares, serviços e equipamentos de computação ao segmento corporativo.

Na época do fechamento de capital, Dell e o parceiro de investimentos Silver Lake, o fechamento de capital não seria um pretexto para o início de cortes na força de trabalho da companhia. No entanto, executivos adiantaram que a solução para a empresa não teria saídas fáceis.