Breno Riether, Manuela Pereira, Manoel Joaquim Soares e Felipe Calixto.

A Sankhya, empresa mineira de sistemas de gestão, acaba de abrir uma unidade em Salvador, na Bahia, comandada por Manoel Joaquim Lilma, que durante mais de 10 anos foi gerente da unidade baiana da Totvs.

Lilma é um executivo experiente, com passagem também pela gerência de TI na Coelba, estatal baiana de distribuição de energia elétrica, onde atuou por quase duas décadas. No último ano, Lilma vinha atuando como CEO da TSA, uma startup de desenvolvimento de software.

“Há uma grande carência das empresas locais por um atendimento que contemple suas reais necessidades de negócio, e estamos prontos para suprir essa demanda”, afirma Lilma.

Essa é a segunda unidade da Sankhya no Nordeste. A primeira foi aberta em Recife, no Pernambuco.

A Sankhya faturou R$ 65 milhões em 2014, crescimento de 30% frente ao ano anterior. Para 2015, a previsão era faturar R$ 85 milhões, outro crescimento na faixa dos 30%.

No ano passado, a empresa divulgou um plano de investimento de R$ 40 milhões em pesquisa e desenvolvimento e marketing, com a meta de atingir R$ 145 milhões em 2017. 

Fundada há 25 anos, a companhia concentrou seus negócios por um longo período na área do Triângulo Mineiro, Goiás e Distrito Federal. 

A partir de 2009 começou uma expansão nacional e hoje a empresa está presente em 10 estados por meio de 21 unidades de negócios.

A previsão é que mais 12 novas sedes sejam abertas em dois anos. Só no em 2014, foram abertas operações em Caxias do Sul, a Serra Gaúcha, no ABC Paulista e em Petrópolis, na região serrana do Rio. São 600 funcionários e 6 mil clientes em todo o país.

A Sankhya (caso você esteja curioso pelo nome, é uma palavra em sânscrito que descreve um sistema filosófico desenvolvido concomitantemente com a yoga) é um dos players de destaque no mercado de ERP para pequenas e médias empresas, que ainda é bastante fragmentado.

De acordo com dados da  pesquisa sobre o mercado de TI feita pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), a Totvs tem 51% do mercado em empresas de  até 170 teclados, contra 27% dos chamados “outros”, empresas que estão abaixo de 5%.