Jac Fressatto, fundador da Laura. Foto: Divulgação.

O Grupo Fleury, um dos maiores em medicina diagnóstica do país, vai oferecer a tecnologia da startup Laura, um robô gerenciador de riscos, nos hospitais em que atua. 

A solução deve agilizar a identificação de infecções generalizadas.

A tecnologia funciona monitorando dados dos prontuários dos pacientes e informações contidas em um aplicativo da ferramenta, que compreende desde os sinais vitais a resultados de exames analisados.

Lendo e analisando esses dados, o robô emite alertas que são encaminhados a cada 3,8 segundos à equipe médica, indicando alterações no quadro clínico dos pacientes e apontando quais correm o risco de sofrer sepse, conhecida como infecção generalizada.

A urgência de cada do caso, como mínima ou máxima, é exibida e pode ser visualizada por meio da cor do monitor nos terminais dos hospitais. Se necessário, o robô entra em contato com médicos responsáveis. 

Por meio de computadores ou dispositivos móveis, a equipe do hospital também pode se comunicar com o robô e, caso sinta necessidade, pode alertar médicos ou enfermeiras sobre pacientes que precisem de atenção imediata.

Além da infecção generalizada, a plataforma sinaliza com antecedência outros casos de deterioração clínica, já que por meio da tecnologia é possível reduzir o tempo de espera para inserção de dados de pacientes.

O robô tem atualização constante utilizando plataformas de computação cognitiva e machine learning.

Segundo o grupo, o objetivo é oferecer a tecnologia como um diferencial aos serviços já contratados, podendo aumentar a eficiência dos hospitais com um diagnóstico integrado.

“Disponibilizamos um olhar analítico e estratégico para os nossos hospitais parceiros, oferecendo suporte de qualidade ao diagnóstico e proporcionando à equipe médica acesso rápido à informação clínica do paciente para mitigar os riscos”, explica a gerente sênior de negócios B2B do Grupo Fleury, Aline Amorim.

Laura será oferecido sem custos aos hospitais-clientes interessados como uma espécie de bônus aos serviços contratados.

O Grupo Fleury atua na coleta e processamento de exames de análises clínicas em 27 hospitais no Brasil.

"Este é um passo importante dentro do propósito de levar tecnologia de ponta, acessível e eficiente ao maior número de hospitais e ajudar a salvar vidas", afirma Cristian Rocha, CEO da startup Laura.

De acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), estima-se que a sepse atinja 15 a 17 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. 

No Brasil, são afetadas 600 mil pessoas anualmente, onde a taxa de mortalidade alcança 65%, enquanto a média mundial é de 30% a 40%.

A startup Laura nasceu em 2010 após o arquiteto de sistemas Jac Fressatto perder a filha Laura pela doença.

No mercado desde 2016, a plataforma já teve aproximadamente 2,5 milhões de pacientes conectados e reduziu em 25% a taxa de mortalidade hospitalar. 

A startup estima que 12 vidas sejam salvas por dia, em média, nos 13 hospitais-piloto, localizados no Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Já o Grupo Fleury tem mais de 90 anos de existência, atuando com medicina diagnóstica, operações diagnósticas em hospitais e de laboratório de referência. São mais de nove mil colaboradores e cerca de dois mil médicos.

A empresa conta com mais de 200 unidades de atendimento das marcas Fleury Medicina e Saúde, a+ Medicina Diagnóstica, Weinmann Laboratório, Labs a+, Clínica Felippe Mattoso, Diagnoson a+, Serdil, Instituto de Radiologia de Natal, Lafe, CPC e Inlab.