Hélio Rottemberg. Foto: Baguete.

A Positivo tomou um empréstimo de R$ 173,1 milhões junto ao BNDES.

O financiamento será usado plano de inovação da companhia, com foco em atividades de pesquisa e desenvolvimento, novos produtos, convergência digital e smartphones.

Adicionalmente, uma parte dos recursos apoiará a modernização da infraestrutura industrial e de TI da companhia.

O empréstimo terá carência de dois anos e será dividido em três subcréditos com condições diferentes entre si.

A maior parcela, de R$ 102,6 milhões, sairá com juros de 3,5% ao ano – abaixo da TJLP, atualmente em 5%. As duas seguintes, de R$ 56,0 milhões e R$ 13,6 milhões, custarão a e TJLP mais 0,5% e 1,5%, respectivamente.

A Positivo não deu detalhes sobre os percentuais do empréstimo que serão aplicados em cada área, mas parece certo que a fatia do leão será destinada a aumentar os negócios com em novas linhas de produtos.

Com o mercado de PCs em notebooks em desaquecimento no Brasil, a Positivo precisa investir em ganhar espaço na área de tablets e smartphones.

De acordo com o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, foram comercializados 4,05 milhões de computadores pessoais (notebooks e desktops) no terceiro trimestre de 2012. As vendas ficaram 0,3% abaixo do mesmo trimestre de 2011 e foram 1,9% menores que no segundo trimestre deste ano.

Em nível mundial, a tendência é ainda mais acelerada, com a mesma IDC apontando queda de 8,6% nas vendas globais de PCs, acima dos esperados 3,8%.

A título de comparação, o mercado de smartphones teve uma expansão de 73% sobre 2011também de acordo com dados da IDC.

No lançamento da linha de produtos 2013, em outubro do ano passado, o foco da Positivo foi na linha de mobilidade, com lançamento de uma linha de smartphones Android com preços entre R$ 459 a R$ 749

Os smartphones da Positivo almejam usar o que a empresa vê como o seu poder na classe média brasileira para ser a primeira opção de celular “de marca” desse consumidor.

Meses antes, já havia sido lançada uma linha de tablets, sobre a qual a Positivo não abriu dados de vendas. O que se sabe é que a empresa ganhou uma licitação para fornecer 650 mil tablets para o Ministério da Educação.

No terceiro trimestre de 2012, a Positivo teve uma receita bruta de R$ 584,8 milhões, um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a receita bruta totaliza R$ 1,7 bilhão, crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado.