Alexandre Matte.

Alexandre Matte, ex-diretor comercial e de TI da Contax, acaba de ser contratado como vice-presidente de vendas da T-Systems no Brasil, cargo que dá também um assento no board da companhia.

Matte saiu da Contax no final de 2015 e desde então foi sócio em uma plataforma de e-commerce e de um sistema de gestão para microempresas.

O profissional também passou quase 10 anos na IBM, período durante o qual passou por diferentes cargos na área comercial.

A contratação faz parte de uma mudança mais ampla nos rumos da T-System, que anunciou nesta semana que Angelica Vitali, ex-VP de Delivery da T-Systems no Brasil, assumiu em definitivo o cargo de managing director da subsidiária brasileira.

A executiva estava interina desde novembro do ano passado, quando foi anunciada a saída de Ideval Munhoz, comandante da T-Systems no país desde 2012.

A executiva é uma funcionária de carreira da T-Systems: ingressou na Gedas em 2003, para atuar na expansão dos negócios fora do Grupo Volkswagen. 

Com a integração da Gedas à T-Systems, em 2007, passou por alguns cargos no Brasil, incluindo o centro de desenvolvimento instalado em Blumenau, Santa Catarina.

Em nota distribuída para a imprensa quando da saída de Munhoz, o vice-presidente sênior da unidade internacional de vendas da T-Systems, Steffen Schlaberg, disse que as mudanças fazem parte de um programa de "transformação global", que visa "ter uma empresa mais ágil, orientada ao cliente e estruturada por portfólio".

Em setembro, a T-Systems anunciou um plano de demissões visando cortar 10 mil posições em até três anos, um pouco mais da metade deles na matriz, na Alemanha.

O corte representa mais de um terço da equipe total, que chega a 37 mil. Os cortes devem ser especialmente duros na camada gerencial, na qual o plano é reduzir o número de camadas hierárquicas de oito para três, cortando até 40% das posições. A meta é economizar € 600 milhões.

A T-Systems teve um prejuízo de € 1,36 bilhões em 2017, com o faturamento caindo € 1 bilhão, para € 6,9 bilhões.

O faturamento está em queda desde 2012 e a empresa está no vermelho desde 2009.

No Brasil, a empresa é um player importante, presente desde 2001 e hoje com 13 escritórios, dois datacenters e mais de 2 mil colaboradores.