O governo dos Estados Unidos suspendeu o processamento "premium" de vistos H-1B. Foto: Pexels.

O governo dos Estados Unidos suspendeu o processamento "premium" de vistos H-1B, focado em trabalhadores qualificados. O visto é muito utilizado por empresas de tecnologia para levar profissionais estrangeiros para o país.

Com o H-1B, os candidatos podem optar por pagar uma taxa de US$ 1.225 para que seus pedidos sejam processados em 15 dias corridos. O processamento sem a opção premium pode levar alguns meses.

"Ao suspender temporariamente o processamento premium, seremos capazes de processar petições pendentes há muito tempo pela falta de tempo devido ao grande volume de pedidos recebidos e priorizar julgamento da extensão do H-1B em casos que estão próximos da marca de 240 dia", explica o US Citizenship & Immigration Services.

A suspensão pode durar até seis meses, de acordo com a agência americana.

O The Register relata que empresas de tecnologia são grandes usuárias de vistos H-1B. Elas buscam trabalhadores estrangeiros qualificados, considerados necessários para manter as indústrias de tecnologia em alta. 

O CEO da GoDaddy, Blake Irving, por exemplo, disse recentemente que os Estados Unidos está cheio de "analfabetismo técnico" e pediu para que o H-1B seja preservado.

Os críticos do sistema, entre eles o presidente Donald Trump, afirmam que as empresas de tecnologia levam trabalhadores ao país com o com H-1B e depois pagam a esses trabalhadores menos do que pagariam aos cidadãos dos EUA. 

Até agora, para se candidatar ao H-1B, o profissional precisava ter um diploma universitário e um documento da empresa contratante demonstrando que não foi possível encontrar um funcionário com habilidades similares entre candidatos de nacionalidade norte-americana.

Hoje, 37% da população do Vale do Silício é composta por estrangeiros que entraram nos Estados Unidos a partir de uma vaga de emprego na área de tecnologia.

Na Califórnia, 27% da população é nascida em outro país, enquanto a média dos Estados Unidos como um todo é de 13%.