Tallis Gomes. foto: divulgação.

Em um mercado de apps de táxis cada vez mais povoado, os aplicativos estão deixando de lado a cobrança dos taxistas para conquistar e fidelizar suas bases de usuários. Frente à esta canibalização do segmento, a EasyTaxi afirma que não medirá esforços e agressividade para crescer no país.

A multinacional, que já tem operações em outros 29 países (e cobra seus serviços por lá) foi a mais recente empresa a isentar seus taxistas da cobrança de taxas por corrida, que era de R$ 2.

Segundo Tallis Gomes, CEO e fundador da Easy Taxi, a empresa parou de cobrar no Brasil e afirma que tem cacife para sangrar dinheiro no mercado brasileiro e se manter vivo depois de uma provável carnificina financeira no setor.

"Vai sobreviver quem tiver o bolso mais fundo. Não vai durar muito tempo, não", dispara Gomes. A informação é do Mobile Time.

Para garantir os bolsos recheados, os desenvolvedores de apps estão apostando em aportes de fundos internacionais para dar liquidez às suas operações. A Easy Taxi é uma das que mais anunciaram investimentos nos últimos meses. Nos últimos seis meses, foram cerca de R$ 50 milhões recebidos.

Quanto à fontes alternativas de faturamento no país, o executivo não acredita muito no sistema de publicidade dentro dos apps, pelo menos por enquanto. Segundo ele, quem ganha com anúncios online é Google e Facebook.

"A matemática é simples: você vai ganhar centavos por cada clique. Precisa gerar alguns milhões de cliques para ter uma receita relevante. No caso de apps de táxi, acho que a publicidade não sustentaria o negócio por enquanto", avalia.

A expectativa do CEO é que, após terminada a guerra dos apps, a cobrança por corrida possa ser retomada. Outro foco é o mercado corporativo, oferecendo serviços para grandes empresas.