Santander é o novo dono da GetNet. Foto: divulgação.

O Santander Brasil fechou a aquisição da GetNet por R$ 1,104 bilhão, informa nota divulgada pelo banco espanhol nesta segunda-feira, 07.

A intenção de aquisição da empresa sediada em Campo Bom já havia sido divulgada em julho do ano passado, sem mencionar valores ou a nova composição. 

Pelos termos divulgados hoje  as atividades serão agrupadas sob o comando da empresa Santander GetNet Serviços, que deixará de ser uma joint venture e terá nova composição acionária, com 88,5% de participação do Santander Brasil e 11,5% em nome dos ex-controladores da GetNet.

Entre os novos minoritários da GetNet está o empresário gaúcho Ernesto Corrêa e Silva dono do Banco Topázio, a empresa de multiconvênios Good Card e os hotéis Intercity

O acordo prevê a transferência do controle da totalidade das operações realizadas pela GetNet e suas coligadas, o que inclui: a captura e o processamento de operações com cartões; operações de adquirência e operações de antecipação de recebíveis oriundos dos negócios de adquirência.

Também entram no pacote os chamados “negócios verticais”: recarga de telefonia celular, bilhetagem, correspondente bancário; soluções integradas na plataforma de captura; todas as atividades desenvolvidas pela GetNet; e operações de call center que dão suporte às atividades de adquirência.

“Estamos prontos para conquistar mercado e vamos crescer. A aquisição gera novas oportunidades e reforça o objetivo de ampliar nossa operação no País, tanto de forma orgânica como inorgânica”, afirma em nota Pedro Coutinho, Vice-Presidente Executivo de Novos Negócios do Santander Brasil.

Em entrevista para a Isto É Dinheiro em agosto do ano passado, o novo presidente do Santander Brasil, o espanhol Jesús Zabalza, estabeceu como objetivo subir dos atuais 5% de participação de mercado para 7% até dezembro e a 20% em três anos, em 2016.

Não é a primeira vez que o banco espanhol anuncia metas agressivas para a GetNet, no entanto.

Em abril de 2012, dois anos depois do Santander ter fechado um acordo com a GetNet, a dupla detinha 3,1% do volume processado e estabeleceu a meta de chegar a 10% em 2013, o que não se concretizou.

Naquele momento, a estratégia era buscar de pequenos lojistas – pequenos sendo empresas com faturamento de até R$ 200 milhões - para não bater de frente com as gigantes Cielo e Redecard, donas de mais de 90% nas transações de cartão do Brasil.

A aquisição significa uma mudança e tanto para o mercado de TI gaúcho, que nos últimos anos teve na GetNet um dos seus maiores contratadores de profissionais e serviços.

Em agosto do ano passado, por exemplo, a empresa inaugurou o único data center Tier 3 do Rio Grande do Sul, com investimentos de R$ 10 milhões. O orçamento total de tecnologia para 2012 era de R$ 200 milhões.