Vinícius Pinheiro.

Em meio ao panorama complicado da economia brasileira, revisões para baixo das metas de crescimento e até o faturamento são cada vez mais comuns.

Mas não na e-Core, empresa gaúcha de desenvolvimento de software, que acaba de rever para cima suas metas para 2015: a companhia deve crescer 40%, para R$ 30 milhões. A meta inicial era 22%.

Parte do resultado tem a ver com a própria conjuntura econômica. Hoje, 90% do faturamento da e-Core vem de exportações. A equipe totaliza 150 pessoas, a maioria no sede em Porto Alegre e os demais distribuídos entre São Paulo, Nova Iorque e Tampa, na Flórida.

Cotado na faixa dos R$ 3,1, o dólar em alta, com 20% de valorização só no primeiro trimestre. De acordo com os economistas consultados pelo Boletim Focus do Banco Central, o valor deve fechar o ano em R$ 3,25.

“Começamos nosso foco em exportação em 2005. Ao longo de todo esse período, o dólar oscilou nos R$ 2. O novo valor nos torna mais competitivos”, explica Vinícius Pinheiro, um dos fundadores e VP de Desenvolvimento da e-Core.

Além de mais contratos de desenvolvimento (a empresa atende clientes nos Estados Unidos como Bunge e Catalina, a gigante de cupons de desconto) a e-Core também está reforçando sua atuação com tecnologia da australiana Atlassian, especializada em soluções para gerenciamento de ciclo de vida de software.

Até agora, a empresa era responsável por um dos cinco centros de atendimento da marca no mundo, com foco em clientes da América Latina e parte da América do Norte, mas não atuava diretamente com vendas de softwares, que eram feitas por outra empresa dos sócios da e-Core, a MLV.

Essa empresa, uma das maiores revendas da Atlassian, passa estar agregada na estrutura da e-Core, que criou um braço focado em consultoria de ciclo de desenvolvimento, centros de serviços compartilhados e métodos ágeis, embasados com software da Atlassian.

A lista de clientes dessa nova área inclui nomes como Betha, empresa de softwares para gestão municipal de Criciúma, a gigante de ERP brasileira Totvs e a AGCO no Brasil.