Exames teriam custo médio de R$ 10 a R$ 20 por pessoa. Foto: Pexels.

As organizações FIESC, por meio do SESI, Fundação CERTI, Neoprospecta e BiomeHub desenvolveram um projeto para realizar testes em massa para a Covid-19.

Segundo a iniciativa, a ideia é eliminar o custo alto da aplicação de individual testando 10% da população de Santa Catarina, com parte desse total sendo repetida em intervalos de 15 ou 30 dias, a um custo médio de R$ 10 a R$ 20 por pessoa.

Utilizando testes moleculares tipo RT-PCR, que identificam material genético do vírus, a proposta é realizar de uma vez testes em grupos de 10 pessoas, principalmente em empresas e escolas em uma possível retomada, atingindo mais de 500 mil indivíduos por mês.

Na prática, serão coletadas amostras de muco da faringe misturadas de 10 pessoas como se fosse um teste individual, utilizando um único kit - que custa cerca de R$ 180,00.

Caso ninguém do grupo esteja infectado, o resultado será negativo para todos. Se uma ou mais pessoas estiverem infectadas, o teste indicará positivo - sem identificar o portador da infecção.

Neste caso, deverá ser feito o teste molecular individual em todos os membros do grupo para identificar quem tem o vírus.

“Esta estratégia do teste de grupo baseia-se na hipótese de que realmente uma parcela pequena da população encontra-se infectada, e, portanto, existe a expectativa de encontrar um grande número de grupos sãos”, explica Erich Muschellack, superintendente geral da CERTI.

Para colocar a ideia em prática, a CERTI montou um plano de logística integrado com o Sistema SESI para a viabilização dos testes. 

As empresas Neoprospecta e BiomeHub já estão instalando um novo laboratório de testes em Florianópolis, com capacidade de executar testes para 500 mil pessoas por mês com resposta em 24 horas.

Também já está em desenvolvimento um banco de dados com informações dos testes, integrado a um software de gerenciamento e acompanhamento que disponibiliza dados para colaborar com empresas, governo, secretarias de saúde e demais entidades.

O projeto ainda prevê um aplicativo para gerenciar as coletas, identificando informações como usuário, localização e número de kits necessários em cada local.

Segundo a CERTI, a iniciativa vem sendo recebida com grande interesse pelo setor produtivo, mas o projeto ainda busca apoio para seu desenvolvimento e implementação, já que necessita de um investimento estimado em R$ 6 milhões.

Santa Catarina tem atualmente 10 infectados por milhão e, com exceção dos países muito críticos, como a Itália, a incidência está entre 100 e 300 por milhão.