O Tecpar protocolou a proposta de projeto de parceria com a empresa russa Biocad. Foto: Divulgação.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) protocolou, junto ao Ministério da Saúde, a proposta de projeto de parceria com a empresa russa Biocad para o desenvolvimento de três produtos biológicos por Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). 

Hoje, o ministério gasta por ano em torno de R$ 900 milhões com a compra desses produtos.

Entre eles, estão os biológicos Infliximabe e Adalimumabe, ambos usados para tratamento de artrite reumatoide, psoríase e outras doenças crônicas; e o Bevacizumabe, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer e degeneração macular.

Os três produtos fazem parte de um pacote de cinco medicamentos e um equipamento médico dos quais o Tecpar concorre para produzir em parcerias com empresas privadas por meio de PDP. 

Completam a lista dos produtos o Sulfato de Salbutamol, medicamento para o combate da asma; a Somatropina (hormônio de crescimento); e o dispositivo médico que auxilia pessoas com surdez.

Laboratórios públicos brasileiros que quisessem produzir medicamentos e equipamentos médicos dentro do programa deveriam enviar suas propostas ao ministério até o final de abril. 

“São produtos de alto valor agregado que ampliam o leque de medicamentos e equipamentos produzidos pelo instituto, produção essa que atende à vocação do Tecpar como Parque Tecnológico da Saúde”, salienta O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, que esteve em Brasília na semana passada para formalizar as propostas. 

O resultado das propostas de projeto de parceria do Tecpar para produção conjunta com empresas privadas deve sair até o final do ano.

Produzidos no Tecpar, Os biológicos Infliximabe e Adalimumabe devem começar a ser fornecidos ao Ministério da Saúde a partir de 2019. O órgão gasta por ano com a compra desses produtos R$ 183 milhões e R$ 555 milhões, respectivamente.

Já o oncológico Bevacizumabe, que já estava na carteira de produtos do instituto, foi readequado à nova regulamentação de PDPs e também deverá ser produzido junto com a Biocad, com fornecimento previsto para 2017. 

O ministério gasta por ano com a compra do Bevacizumabe em torno de R$ 140 milhões.

Em novembro de 2014 Tecpar formalizou sua nova unidade de negócios. O Laboratório de Produção de Medicamentos ficará na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e será focado na produção de medicamentos sintéticos.