Universidades gaúchas estão unindo forças no tema baterias. Foto: Pexels.

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PUC-RS, UFRGS e Unisinos assinaram um acordo de cooperação para a formação de polo de pesquisas em baterias, batizado de Aliança para Inovação em Baterias. 

Com a parceria, as três maiores universidades do Rio Grande do Sul vão integrar 23 unidades acadêmicas, incluindo laboratórios de materiais avançados, química, física e os diversos ramos da engenharia, em um dos pontos chave da indústria do futuro.

As instituições já vem trabalhando de maneira próxima desde o final de 2018, dentro do chamado Pacto Alegre, uma iniciativa visando fomentar o ecossistema de inovação na capital gaúcha.

A Aliança para Inovação em Baterias conta com o apoio do E-24 Mobility Lab, uma organização fundada em 2019 com objetivo de aproximar a indústria da academia dentro do tema mobilidade elétrica.

No mapa estratégico da Aliança para Inovação em Baterias está o desenvolvimento e aplicação de materiais avançados como grafeno, nióbio e eletrólitos em estado sólido, bem como reciclagem de baterias de lítio. 

Também está na pauta do acordo promover a formação de talentos e a atração de empresas, além de fomentar o surgimento de spin-offs e startups. 

“A Aliança para Inovação em Baterias é o primeiro passo para o desenvolvimento econômico baseado na cadeia de valor da indústria de baterias. É um mercado em franco crescimento, puxado pela introdução de veículos elétricos, geração distribuída e IoT, cujos dispositivos irão mais do que dobrar a demanda por baterias já no médio prazo”, afirma Carlos Martins, diretor do E-24 Mobility Lab.

De acordo com a Forbes, o mercado global de armazenamento de energia em baterias, smart grid e eficiência energética geraram US$ 8,1 bilhões em investimentos corporativos em 2020, um pouco mais do que o dobro do valor de 2019.

O investimento em armazenamento de bateria cresceu 136%, com US$ 6,6 bilhões captados por 54 empresas do ramo em 2020. Já o financiamento global de capital de risco (Venture Capital)  em startups relacionadas diretamente com baterias inovadoras, smart grid e eficiência energética em 2020 foi 12% maior, com US$ 2,6 bilhões. 

Quanto se trata apenas de veículos elétricos, a cada dia novos investimentos são anunciados para pesquisa, desenvolvimento, exploração de novos materiais e produção em escala de baterias melhores e mais eficientes. 

Atualmente, o mercado é dominado por empresas asiáticas, tendo a Europa e América do Norte correndo por fora. 

O Brasil, no entanto, tem a seu favor o fato de ser o maior produtor de nióbio do mundo e possuir grandes depósitos de grafite,  materiais estes que podem ser adicionados à composição das novas gerações de baterias.