CHATBOTS

Take Blip levanta US$ 70 milhões

07/06/2022 15:02

Segundo aporte na mineira veio do Warburg Pincus, mesmo investidor da série A.

Roberto Oliveira, CEO da Take Blip. Foto: Magê Monteiro/divulgação.

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A Take Blip, empresa mineira que desenvolve sistemas de mensagens e chatbots, acaba de receber um aporte série B de US$ 70 milhões do Warburg Pincus, fundo global de private equity.

Fundada em 1999 pelos sócios Roberto Oliveira, Daniel Costa, Antônio Oliveira, Marcelo Oliveira e Sérgio Passos, a Take nasceu como uma plataforma de venda de ringtones para celulares que chegou a ter 250 mil downloads por dia.

Conforme o site Brazil Journal, em 2005 ela foi vendida para uma gigante japonesa do setor, que três anos depois decidiu sair do Brasil e revendeu a empresa aos fundadores.

Com a deterioração do mercado de ringtones, os fundadores pivotaram o negócio, transformando-o numa plataforma que automatizava a comunicação por SMS de grandes companhias com seus clientes.

Em 2014, veio o medo do WhatsApp acabar com o SMS. Em 2016, o Facebook abriu o Messenger para integrações e, em 2018, o WhatsApp abriu seu API, o que fez o negócio da Take ir por esse caminho.

Sua plataforma atual permite que as empresas conversem com seus clientes em canais como WhatsApp Business API, SMS, Telegram, Instagram, Messenger, Google Business Messages, Google RCS e Apple Messages for Business. 

No centro da tecnologia, está um roteador que direciona as conversas das marcas com seus clientes para bots com inteligência artificial ou atendentes humanos.

Ainda de acordo com a publicação, a Take criou uma arquitetura que transforma cada conversa iniciada num diálogo fluido e infinito, consolidando o histórico e o contexto do relacionamento para aumentar o conhecimento da marca sobre seu cliente.

Para ter acesso a isso, as empresas clientes pagam um valor mensal que varia dependendo do número de usuários ativos que interagiram com eles no período.

A Take conta com 1,3 mil funcionários e cerca de 3 mil clientes em mais de 25 países, incluindo nomes como Dell, General Motors, Hotmart, Mercado Pago, Via Laser Serviços, XP Investimentos, Itaú Unibanco, Coca-Cola, Fiat, Claro, Nestlé, Hermes Pardini e BMG.

Este é o segundo aporte que a companhia recebe. O primeiro foi em 2020, quando levantou US$ 100 milhões, também vindos do Warburg Pincus. Na época, foi o maior aporte série A da história do mercado de investimentos do Brasil. 

Segundo Piero Minardi, que lidera a atuação do fundo na América Latina, a Take teve um crescimento substancial desde então por meio de aquisições estratégicas, inovação de produtos e forte atendimento.

No início deste ano, a companhia ultrapassou a marca de US$ 100 milhões em Receita Anual Recorrente (ARR) e anunciou a aquisição da Stilingue, plataforma de inteligência artificial focada na experiência do cliente.

“Estamos empolgados em continuar nossa parceria com Roberto e a equipe de Take Blip, criando uma plataforma verdadeiramente única, em que os clientes podem descobrir, engajar e fazer transações com marcas e empresas em canais de mensagem eficientes e com ótimo custo-benefício”, afirma Bruno Maimone, diretor do Warburg Pincus.

Com o novo aporte, a Take planeja acelerar sua expansão internacional, principalmente nos mercados norte-americano e latino-americano, além de focar no suporte à sua equipe, cultura, evolução de produtos, clientes e aquisições.

"Esse novo momento significa muito para Take Blip. Além de escalarmos nosso negócio a nível internacional impactando positivamente o mercado conversacional, poderemos investir na atração, retenção e engajamento de novos talentos, elevando a competitividade da empresa", afirma Daniel Costa, cofundador e chairman da Take Blip.

Fundada em 1966, a Warburg Pincus já levantou 21 fundos de private equity e dois fundos imobiliários, que investiram mais de US$ 100 bilhões em mais de mil negócios em 40 países. Entre eles, estão Alipay, GPS, Petz e Eleva.

A empresa está sediada em Nova York com escritórios em Amsterdã, Pequim, Berlim, Hong Kong, Houston, Londres, Luxemburgo, Mumbai, Maurício, São Francisco, São Paulo, Xangai e Cingapura.

Atualmente, o fundo tem mais de US$ 80 bilhões em ativos sob gestão. Seu portfólio ativo conta com mais de 245 empresas.

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