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A atuação do governo brasileiro no câmbio tem exercido um efeito adverso sobre o real.

Segundo o economista-chefe da Gradual Corretora, André Perfeito, o  real é a moeda que mais perdeu frente ao dólar em 2012.

“E disparado. Enquanto muitas das moedas emergentes perderam fôlego frente à moeda norte-americana por conta da aversão ao risco global, o real segue se depreciando na marcha forçada do governo rumo à blindagem falha da economia”, disse em entrevista publicada pela Exame.

De acordo com os cálculos do economista, o real acumula, no ano, uma desvalorização de 8,08% em relação ao dólar.

É um resultado bastante diferente do México, outro país emergente, cujo peso se apreciou 5,93% na comparação com a moeda americana. Para Perfeito, o governo pode ter ido longe demais nas medidas para desvalorizar o real com o objetivo de ajudar a indústria do país.

Uma análise conduzida pelo banco Citi também concluiu que a desvalorização do real ante o dólar foi exacerbada por fatores locais, além da crise financeira internacional.

“A desvalorização foi (...) bem agressiva se comparada com a registrada por outras moedas latino-americanas”, destacam os analistas Joaquin A. Cottani e Camilo Gonzalez.

A crise econômica tem tido um efeito parecido sobre as moedas de vários países emergentes. Com a fuga do risco, os investidores têm saído desses mercados e procurado ativos mais seguros, como o dólar. O resultado é uma desvalorização em relação à moeda americana.