Anderson Aquino e Kléber Conde. Executivos experientes em SAP estão na Rimini.

A Rimini Street, empresa de manutenção terceirizada de software Oracle e SAP que tem feito barulho lá fora, mas ainda tem uma presença discreta no Brasil, quer reverter a situação no ano que vem, fechando pelo menos 20 clientes no país.

Os clientes devem ser obtidos em uma base de propects composta por 97 empresas que já usam serviços da Rimini no exterior, podendo ter interesse em estender contratos aqui, e outras 110 grandes companhias mapeadas pela empresa.

Mas quem é a Rimini Street afinal? Criada em 2005, a empresa começou oferecendo serviços para sofware da linha SAP, somando em 2011 produtos Oracle como Siebel, PeopleSoft, JD Edwards, E-Business Suite, Oracle Database e Hyperion. A promessa é por custos 50% menores.

Lá fora, a empresa começou a incomodar as gigantes. Apesar de ter faturado apenas US$ 43 millhões em 2012, a empresa já atende 660 clientes, incluindo 75 do ranking Fortune 500 e 16 do Global 100. A empresa vem crescendo na faixa dos 40% em média e há planos de IPO ano que vem. Talvez a maior prova do sucesso é uma ação judicial iniciada pela Oracle em 2010.

No Brasil, no entanto, a Rimini ainda é um negócio inicipiente. A empresa atende apenas a Embraer e Positivo, ambas em suporte a sistemas de gestão SAP e banco de dados Oracle. O contrato da fabricante de aviões é de 2011 e o da de computadores de outubro deste ano.

“Nós abrimos aqui dois anos antes do planejado pela demanda da Embraer. Estamos estabilizando a operação e prontos para decolar ano que vem”, afirma Anderson Aquino, country manager da Rimini para o Brasil.

O próprio Aquino, contratado em maio, é parte da estabilização. Experiente, Aquino tem passagem por quase uma dezena de consultorias especializadas em SAP, incluindo Exzellenz Group, Everis, Wipro, Ingram Micro, Essence Consulting, Mahindra Satyam e Sonda.

Além do country manager, a Rimini contratou um diretor de Service Delivery. Kléber Conde tem passagem por consultorias como HCL, Sonda e Complex, e, mais importante, 10 anos como gerente de Costumer Service da SAP para o mercado de Óleo e Gás no Brasil.

Ambos executivos estiveram em Gramado nesta sexta-feira, 04, participando do Seminário Executivo Sucesu-RS de 2013.

Pelo perfil de Aquino e Conde, parece claro que a Rimini está de olho na crescente base SAP do Brasil, onde a multinacional teve alta das vendas de novos softwares ficou em 107% no último trimestre, 227% na região Sul.

A oferta da Rimini é especialmente atrativa para empresas como a Embraer, que ainda usam a versão 4.7 do Enterprise com um grande volume de customizações e não tem interesse em fazer uma migração para as versões mais recentes.

“Software de gestão não é uma área na qual as companhias queiram inovar. Se ele funciona, pode ser mantido assim”, argumenta Aquino, destacando que a Embraer tem investido em outras áreas de inovação, como um sistema de PLM recentemente adquirido junto a PTC por R$ 50 milhões.

Maurício Renner participou do Seminário Executivo Sucesu-RS de 2013 em Gramado à convite da Sucesu-RS.