Biometria teve problemas nas eleições. Foto: divulgação.

2014 marcou pela primeira vez o uso em larga escala da biometria para identificação de eleitores durante as votações para presidente. Entretanto, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o experimento ficou longe do ideal, com atrasos e problemas durante o processo.

Segundo reportou o Valor, o uso de reconhecimento via impressão digital gerou reclamações e atrasos de eleitores, afetando cerca de 8,5% das 21,6 milhões de pessoas que estava cadastradas no novo modelo. O sistema foi usado em 764 municípios.

Para Dias Toffoli, os problemas representaram situações isoladas dentro do cenário geral das urnas eletrônicas. Segundo ele, o projeto que prevê o uso de biometria nas eleições seguirá em implantação. O Governo, contudo, não detalha quando isso estará disponível em todo o país.

"Esperava-se longas filas, que iriam até as 21h (em função da biometria) e isso não procedeu”, minimizou durante coletiva de imprensa para comentar a votação do primeiro turno, de acordo com informações da Agência Brasil.

De acordo com especialistas, o índice de erro foi considerado alto em relação ao considerado aceitável, que fica na casa de 1% a 2%. Questões como falso negativo, quando a digital não é reconhecida, ou falso positivo, quando há confusão no reconhecimento, não devem gerar erros de mais de 1%.

Parte dos problemas vem de fatores como falta de preparo dos mesários para lidar com os dispositivos de reconhecimento, que necessitam de constante limpeza, e educar os eleitores a usar outras opções de identificação caso falhe a biometria.

Conforme destaca o TSE, é possível fazer até oito tentativas de identificação biométrica do eleitor usando dedos diferentes. Se o processo não funcionar, ainda é possível votar apresentando um documento com foto.

Ainda em uso tímido no país, com experiências em caixas eletrônicos de bancos como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, controle de acesso a academias de ginástica, prédios comerciais e também em controles eletrônicos de ponto, a biometria ainda tem um longo caminho no Brasil.

Em todos esses momentos é comum usuários reclamarem de problemas de identificação. Segundo fontes do setor, problemas podem acontecer em razão dos equipamentos usados - aparelhos mais baratos podem dar mais problemas - e das configurações do sistema.