Pedro Figoli, executivo-chefe da Geofusion. Foto: Divulgação.

A Geofusion, especializada em sistemas de geolocalização, recebeu um aporte de R$ 35 milhões da DGF Investimentos e da Intel Capital. A participação de cada companhia na operação não foi revelada.

Os recursos serão utilizados para contratar mais pessoas para os times de marketing e vendas, além de desenvolver tecnologias de análise de dados e criar novas ofertas de serviços. O plano é duplicar o atual número de cerca de 80 funcionários nos próximos anos.

“Temos uma plataforma SaaS que ajuda empresas de diferentes verticais de negócios a tomar decisões para aumentar a rentabilidade e melhorar a gestão. Muitas empresas têm se valido do Geomarketing para rever investimentos, priorizar ações e rentabilizar suas operações. Cada vez mais o executivo brasileiro busca inteligência para a sua tomada de decisão e, em um período de crise, isso se torna ainda mais forte”, afirma Pedro Figoli, CEO da empresa.

Essa foi a terceira rodada de investimentos da Geofusion. Em 2011, a empresa recebeu um valor do Criatec, do BNDES. Quatro anos depois, o fundo Intel Capital investiu pela primeira vez na companhia. Com a nova movimentação de investidores, a Criatec sai de cena e realiza o desinvestimento na empresa.

“Com o novo aporte, vamos aprimorar nossa plataforma SaaS com novas soluções em analytics e big data. A ideia é proporcionar a nossos clientes algoritmos sofisticados com grandes volumes de dados, alguns deles em tempo real”, afirma Figoli.

Segundo ele, a Geofusion pretende fazer aquisições a partir de 2016, quando deve buscar empresas que atuem com analytics, big data e serviços ou produtos complementares a sua plataforma.

A Geofusion registrou faturamento de R$ 13 milhões em 2014, uma alta de 98,96% em relação a dois anos antes. Em 2015, o crescimento da receita ficará entre 30% e 35%. A meta da companhia é chegar a R$ 100 milhões até 2020.

Entre os 350 clientes atendidos pela Geofusion estão McDonalds, Boticário e a Coca-Cola FEMSA.