Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs.

A Totvs faturou R$ 575,2 milhões no terceiro trimestre do ano, o que representa uma alta de 7,5% frente aos resultados do mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido deu um salto de 96,7%, para R$ 79,5 milhões. 

As últimas divulgações de resultados parecem sinalizar que a Totvs está se estabilizando num ritmo mais acelerado de crescimento. Nos últimos trimestres, a cifra havia sido de 8,8% e de 8,6%.

Dependendo do resultados do último trimestre, a Totvs pode emplacar em 2019 quase o dobro de crescimento do que no ano passado, quando faturou R$ 2,32 bilhões, alta de  4,1%. 

Como costuma fazer, a Totvs enfatizou a receita recorrente na sua divulgação de resultados. 

No último trimestre, ela foi de R$ 437,8 milhões, um crescimento de 12,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e o segundo trimestre consecutivo de incremento de dois dígitos no indicador. 

Os dados de receita recorrente são importantes porque sinalizam que a Totvs já está bastante adiantada na sua estratégia de migração do modelo convencional de venda de software por licenças para de assinaturas mensais.

No curto prazo, uma migração desse tipo afeta o faturamento e o lucro, o que, junto com a crise econômica dos últimos anos, contribuiu para baixar o ritmo, ou, no caso de 2016, fazer a Totvs retroceder o ritmo de crescimento como um todo.

Os últimos dois resultados de crescimento, próximos da casa dos 10%, sinalizam que talvez a empresa possa voltar a emplacar uma expansão como a vista no passado, quando crescimento de dois dígitos era a regra.

"A combinação de um alto nível de renovações, com um bom ritmo de vendas para clientes novos e para a base, gerou este crescimento na receita recorrente, que confirma que estamos no caminho certo e que temos um modelo de negócios poderoso, que passa por um foco no core business da companhia e a expansão em novos mercados", afirma Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs. 

Por novos mercados, entenda-se por exemplo a área de fintech, no qual a Totvs entrou de maneira decidida com a compra da Supplier, um player de crédito B2B, por R$ 455,2 milhões, que atua com a oferta de crédito B2B. 

A compra foi a primeira realizada após o follow-on, em maio deste ano, quando a companhia captou mais de R$ 1 bilhão para fusões e aquisições.