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TRABALHO

Startups da UE buscam estrangeiros

Maurício Renner
// quinta, 07/12/2017 10:07

Um grupo de 17 startups europeias, a maioria delas da França, lançou o Wonder Leon, uma iniciativa que visa atrair talentos internacionais para turbinar o ecossistema de inovação no continente e encurtar a distância com o Vale do Silício.

Um grupo de 17 startups europeias, a maioria delas da França, lançou o Wonder Leon. Foto: Pexels.

As empresas criaram o Wonderleons, um site que reúne vagas em empresas como o site de compartilhamento de viagens de carro Blablacar, o portal de comparação de preços de hotéis Trivago e o Meetic, dona de diversos portais de relacionamentos.

“Queremos construir uma empresa global e não podemos fazer isso com pessoas que nasceram e moram na França”, explica Frederic Mazzella, CEO do Blablacar, que esteve nessa semana em Berlim participando do TechCrunch Disrupt.

Com 50 milhões de usuários em 22 países (1,6 milhão deles no Brasil, onde a empresa opera a dois anos), o Blablacar é um aspirante ao status de marca de companhia de tecnologia globalmente conhecida que hoje é o privilégio exclusivo de gigantes americanas.

O Wonder Leon é parte de uma movimentação do ecossistema de inovação no continente. A iniciativa começou apenas com empresas francesas em 2015, com o foco de trazer de volta para o país profissionais que haviam imigrado, principalmente para os Estados Unidos.

“Queríamos mostrar para quem queria voltar para criar seus filhos, para cuidar dos seus pais ou outro motivo que era possível encontrar bons trabalhos na França”, afirma Mazzella.

O que era para ser uma iniciativa de repatriação de cérebros (a estimativa é que 40 mil franceses trabalham no Vale do Silício) acabou tendo uma característica global com 60% dos mais de 20 mil candidatos que aplicaram para vagas pelo site sendo de outras 100 nacionalidades. Um total de 2,6 mil acabaram contratados.

De acordo com um ranking da Deloitte de 2014, 86 das 500 empresas de tecnologia com maior crescimento na Europa são oriundas da França, o maior número para um só país.

Paris é um hub de startups e tem disputado a liderança com Londres (Berlim, Estocolmo e Barcelona também participam da corrida). 

Ao todo, o continente já tem 47 dos chamados unicórnios, ou startups de tecnologia com um valor avaliado pelo mercado em mais de US$ 1 bilhão. 

O crescimento das empresas tem sido acompanhado por mais capital de risco disponível, com US$ 19 bilhões investidos no ano passado de acordo com levantamento do fundo Atomico (segundo dados do Pitchbook, o volume nos Estados Unidos foi de US$ 69 bilhões).

Um dos motivos para a falta de investimentos pode ser que na falta para a Europa uma rota mais clara de saída para os investidores, com grandes IPOs de tecnologia em bolsas de valores.

* Maurício Renner faz a cobertura do TechCruch Disrupt em Berlim em um projeto de conteúdo do Baguete com patrocínio da Wow. 

A Wow Aceleradora conta com mais de 150 investidores e 45 startups  investidas desde seu início, em  2013. Foi pioneira em criar um modelo para organizar pessoas físicas em grupos investimento, que fornecem capital financeiro e intelectual para as startups. Hoje é a maior aceleradora do país neste modelo. Para o investidor é uma forma segura e prática de entrar neste ecossistema; para o empreendedor, a garantia de receber, além do investimento, conhecimento e conexões.

Maurício Renner