Rafael Fossati, diretor executivo da Agiplan.

A Agiplan, instituição financeira gaúcha com atuação nacional, turbinou sua infraestrutura de TI ao longo do ano passado, preparando a companhia para um processo de lançamento de novos produtos e crescimento acelerado em 2013.

“Somos uma financeira, mas temos hoje a estrutura que o Banco Central exige de um banco médio”, revela o diretor executivo da Agiplan, Rafael Fossati.

As modificações na TI da Agiplan aconteceram em paralelo com a mudança da sede operacional da empresa, que passou de 400 para 1,4 mil metros quadrados no centro da capital gaúcha.

O espaço comporta no momento 250 posições de atendimento. As áreas de administrativo, marketing e a presidência ficam sediadas no Moinhos de Vento.

Ao mesmo tempo em que se mudava, a empresa hospedou um data center na Commcorp. Situada a menos de um quilometro de distância, o centro é conectado por dois links de fibra ótica ponta a ponta com 16 GB de velocidade cada.  

São 80 máquinas virtuais no total, instaladas com consultoria da Virtue IT. O equipamento é todo novo, composto por servidores da Dell e storage Compellent.

A infraestrutura turbinada visa dar suporte à massa de clientes que a empresa quer conquistar em 2013, amparada pelo lançamento de novos produtos e uma campanha comercial de impacto na mídia.

Uma das primeiras novidades é um cartão de crédito oferecido em parceria com a Cielo mirando o público não bancarizado da nova classe média.

Hoje com 4 mil clientes em fase piloto, o novo cartão tem metas de chegar a 150 mil usuários até o final do verão e 1 milhão até o final de 2013.

O cartão de crédito é só um dos novos produtos – Fossati diz que há mais no planejamento, mas não pode revelar quais.

“Não adianta fazer todo o esforço de captar novos clientes se a infraestrutura de TI não suportar a pressão. Na área financeira, todo investimento em tecnologia repercute no cliente”, analisa o executivo.

A Agiplan possui mais quase cem pontos de atendimento nos 26 estados e Distrito Federal e cerca de um milhão de clientes. São 75 pontos próprios de atendimento espalhados por todo o Brasil e mais de 3 mil correspondentes credenciados.

A financeira ficou em 2º lugar no ranking do Brasil Econômico entre as financeiras que mais cresceram no ano passado, quando a renda bruta fechou próxima dos R$ 300 milhões.