Riccardo Barberis, country manager da ManpowerGroup Brasil. Foto: divulgação.

Para se adequar ao mercado atual, o profissional de TI está mudando, mas este é um papel que vale também para as empresas, que precisam estar atentas às adaptações. Quem diz é o country manager da consultoria de RH ManpowerGroup Brasil, Riccardo Barberis.

Segundo o executivo, a visão do funcionário de TI como apenas um suporte para os softwares e equipamentos de uma companhia é um conceito ultrapassado.

"Hoje em dia, o uso da TI é uma estratégia vital de negócio, e empregados e empregadores ainda não tem plena consciência disso", completa.

E O SALÁRIO?
Se as mudanças no papel do colaborador de TI aumentou dentro das corporações, o salário nem sempre acompanha esta tendência.

Não é raro ver profissionais investindo em formações além de seus conhecimentos técnicos, como gestão e planejamento de projetos. Mesmo assim, o salário é visto como insatisfatório por muitos.

Um exemplo disso foi a recente paralisação movida pelo Sindippd-RS, com piquetes em frente a diversas empresas de TI, exigindo reajuste real para a categoria, além da redução da jornada para 40h.

Para explicar este quadro, Barberis nota que muitas empresas grandes ainda guardam uma mentalidade antiquada sobre o profissional de TI e tem dificuldades para valorizar estes talentos.

"Por isso vemos muitos saindo de corporações para criarem suas próprias empresas", completa.

A CULPA É DE QUEM?
Para estabelecer uma solução, Barberis frisa que é necessário um entendimento. Assim como é importante os funcionários reivindicarem melhores condições, as empresas devem estar mais cientes dos talentos de TI.

"Não adianta formar profissionais de alto nível se não investir também em sua satisfação", alerta.

Metas, bonificações, remuneração por execução de projetos, são métodos para as empresas motivarem seus funcionários, que com isso também podem engordar seus salários, finaliza o executivo.