Sede da Senior em Blumenau.

A Senior,  fabricante catarinense de sistemas de gestão e controle de RH, fechou um acordo com a MicroStrategy para vender a solução de BI da multinacional.

O acordo, pelo qual as duas empresas abordarão o mercado oferecendo uma solução conjunta, significa um impulso para o programa de canal da MicroStrategy no Brasil.

Com sede em Blumenau, a Senior possui quatro filiais (São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Pernambuco) e cerca de 100 canais de distribuição em todo o Brasil, atendendo a mais de 10 mil clientes, a maioria deles pequenas pequenas e médias.

A expectativa da empresa era faturar R$ 480 milhões no ano passado, alta de 20% sobre os resultados de 2011. Os resultados não foram confirmados até o momento.

Ampliar a venda via canal é uma parte vital da estratégia da MicroStrategy, que restou como um dos últimos players globais no mercado de BI depois que a SAP adquiriu a BO e a IBM a Cognos, em 2007.

Ao mesmo tempo, em que a briga se acirrava na parte de cima, a MicroStrategy sofria o assédio pela parte de baixo do QlikView, da sueca QlikTech, um BI de rápida implantação que ganhou mercado no Brasil nos últimos anos.

Os suecos fecharam 2011 com um crescimento de 42%, chegando a US$ 320 millhões, mas a MicroSrategy ainda está à frente com um faturamento de US$ 562 milhões no mesmo ano.

Já no final de 2010, a MicroStrategy sinalizou que buscava reverter a tendência com a contratação do ex-gerente de canais especializados da Progress no Brasil, Antonio Claret, e o anúncio da meta de dobrar a venda por canais nos doze meses seguintes.

À época, Claret revelou que o objetivo é que até que 40% a 50% do total das vendas fossem  realizadas por meio de parceiros, sem dar um prazo para obter a meta.

Claret segue no cargo, o que pode ser visto como um sinal que objetivo está bem encaminhado.

Os softwares de business intelligence (BI) devem ter sua comercialização ampliada em 7% se comparada a 2012, chegando a casa dos US$ 13,8 bilhões, de acordo com projeção do Gartner.

Para 2016 a estimativa é de que o mercado mundial movimente US$ 17,1 bilhões.

O instituto aponta ainda que a análise de grande quantidade de dados (big data) será fator-chave para o próximo ciclo econômico.