AMD prevê o fim da previsão. Foto: flickr.com/photos/N000@7

A AMD acredita que a Lei de Moore, "profecia" do ex-presidente da Intel Gordon E. Moore que previa que o número de transistores dos chips teria um aumento de 60%a cada período de 18 meses, está com seus dias contados.

De acordo com o diretor de produto da fabricante de chips, John Gustafson, a transição para chips cada vez menores está levando mais tempo.

As dificuldades da AMD na transição de 28 nanômetros para chips de 20 nanômetros de silício são um sinal disso, segundo reporta o IDGNow.

"Estivemos à espera da transição de 28nm para 20nm acontecer e ela está tomando mais tempo do que a Lei de Moore teria previsto. Eu estou dizendo que você está vendo o início do fim da lei", afirmou.

A opinião também encontra respaldo nas declarações do físico teórico Michio Kaku, que acredita que a Lei de Moore tem cerca de 10 anos de vida antes que os transistores cada vez menores em tamanho batam de frente contra as limitações impostas pelas leis da termodinâmica e física quântica.

Além disso, segundo analistas, não são apenas as limitações tecnológicas que estão afetando a previsão de Moore.

Segundo Carl Anderson, pesquisador da área de concepção de computadores da IBM, engenheiros estão desenvolvendo sistemas que exigem menos recursos do processador e os custos para pesquisas de novos processadores estão cada vez mais altos.

Gustafson também argumenta que não se trata apenas da capacidade tecnológica de colocar mais transistores em um chip, mas também a viabilidade econômica de fazê-lo.

"A declaração original da Lei de Moore é que o número de transistores que é mais econômico para a produção irá dobrar a cada dois anos. Tornou-se deformada em todas essas outras formas, mas foi isso que ele disse inicialmente”, afirmou.