Fernando Arditti. Foto: Izilda França.

A WSO2, multinacional americana de software de middleware e SOA, mudou seu programa de canais no Brasil, passando a permitir que qualquer parceiro da empresa no país faça vendas para órgãos de governo.

Antes, o setor público no país era exclusividade da Skalena, uma empresa fundada em fevereiro de 2019 por Edgar Silva, ex-gerente geral da WSO2 para América Latina.

A WSO2 não chegou a dar mais explicações sobre a decisão, que provavelmente tem que ver com a perspectiva de desaceleração da economia: o mercado governo é relativamente menos impactado do que as empresas privadas, e deve ser responsável por mais oportunidades do que o normal em 2020.

A mudança é parte de uma reforma mais ampla a nível mundial, definida pela WSO2 no começo do ano, que inclui também a divisão do canal dentro de um programa com cinco níveis diferentes.

Com a reformulação, a WSO2 passou a ter no Brasil nove parceiros no nível provisional, que é a porta de entrada. Outros três ficaram no nível bronze, e mais um em ouro e platina.

“O objetivo foi melhorar a capacidade de negócios da empresa e dos parceiros”, afirma Fernando Arditti, diretor executivo da operação Latam da WO2 desde agosto de 2019, quando foi contratado vindo da Bloomberg.

De acordo com Arditti, em breve a operação brasileira deve ter reforços na equipe técnica, comercial e de suporte, com novos gerentes de canais, arquiteto de soluções, delivery e account manager.