Globo deixou de curtir o Facebook. Foto: divulgação

Muito se comentou sobre o fato da Rede Globo em retirar seus conteúdos - de sites como G1, GloboEsporte, Quem, entre outros - do Facebook, decisão tomada pela empresa no mês passado.

Pois bem, aqui está a explicação. Segundo destaca matéria do site Meio & Mensagem, o CEO da Globo.com Juarez Queiroz, foi curto e grosso. Para a empresa, a divulgação na rede social não é importante.

“O Facebook não é importante na distribuição da Globo. Representa menos de 2% na média, em alguns produtos menos de 1%”, afirma.

Ao falar mais sobre a questão, Queiroz revelou que a atitude da emissora foi provocada por motivos editoriais e comerciais. Segundo o executivo, a interação dos usuários com o conteúdo era variada e nem sempre cumpria as metas desejadas.

Para Queiroz, os materiais publicados no Facebook nem sempre atingiam a toda a base de seguidores. Esta espécie de moderação feita pela rede de Mark Zuckerberg não foi considerada positiva comercialmente.

“São dois ambientes distintos: o news feed e a página de usuário. O comportamento das pessoas é de uma superutilização do news feed. Da mesma forma, elas não vão às fanpages, consomem o que foi publicado nelas à medida que aquilo vai saindo em seu news feed", observa.

Além do ponto de vista editorial, Queiroz também fez ressalvas sobre os perigos comerciais que a divulgação via Facebook também acarretaria, caso continuasse.

Os sistemas de filtro que chegam até a grupos de usuários fãs de determinadas marcas também pesaram para a empresa. Para Queiroz, isso torna o público dos produtos das Organizações Globo nas redes sociais, disponível para outros veículos e para anunciantes.

"Com isso, meu concorrente pode mandar uma comunicação para minha base. Uma empresa que não fez uma fanpage, não construiu uma base grande de fãs, pode entrar lá e mandar uma publicidade para o meu público”, revela.

Quanto ao um possível retorno à divulgação de materiais no Facebook, Queiroz acha difícil, já que seria necessário a negociação de termos mais personalizados com a rede, que tem padrões globais.

“A flexibilização local é limitada. É complicado ser de um jeito no país A e de outro no B ou C. Não acredito que isso tudo implique que eles repensem sua política comercial ou modelo”, destaca.