Alistair Corbie.

A IFS, multinacional sueca de softwares de gestão, quer encontrar um lugar entre os grandes players do mercado como uma alternativa aos dominantes SAP, Oracle e Microsoft.

A meta foi estabelecida por Alistair Sorbie, CEO da empresa, durante o IFS World, evento mundial da IFS que encerrou nesta quinta-feira, 7.

Para chegar lá, a IFS vem tomando uma série de medidas na sua área comercial, assim como fazendo upgrades na tecnologia para colocar suas aplicações no estado da arte dos softwares de gestão.

O IFS 9, lançado durante o evento, inclui funcionalidades de mobilidade e colaboração, além de uma nova arquitetura no seu core que facilita a migração das soluções para a nuvem. A empresa trabalhou com a Microsoft para customizar essa oferta no Azure.  

A capacidade de rodar as funções analíticas em memória deve estar disponível até o final do ano. 

Computação em nuvem e processamento de aplicações analíticas em memória são as grandes bandeiras da SAP, o maior concorrente da IFS.

Comercialmente, a empresa organizou ao longo do ano passado um programa de canais para organizar e classificar seus cerca de 300 parceiros e outro de treinamento de certificação para profissionais.

Esse tipo de organização comercial é um padrão dos grandes revendedores de software e um sinal de que a empresa pretende incrementar suas vendas indiretas nos próximos anos.

“Nosso crescimento futuro depende de aumentar a base e a diversidade de canais”, afirma Sorbie.

Um passo importante nesse sentido foi a assinatura de um acordo com a Accenture, pelo qual a gigante de consultoria se compromete a quintuplicar o número de funcionários da sua prática IFS em Hyderabad, na Índia, para cerca de 100 profissionais.

O acordo surgiu a partir de um trabalho conjunto na Maersk, gigante dinamarquês da área de transporte e energia. Inicialmente, a parceria vale apenas para a região da Suécia, Noruega e Dinamarca, na qual a é a IFS é especialmente forte (outro cliente na região é a fabricante de carros Saab).

A IFS é muito menor do que os players que pretende enfrentar. No ano passado, a empresa cresceu 12%, chegando a US$ 351,1 milhões. 

Ao mesmo tempo, a companhia sueca é muito competitiva em verticais como energia, óleo e gás, manufatura complexa e aviação e defesa, nas quais as empresas lidam com ativos que precisam ser gerenciados por longos períodos de tempo.

É aí que faz diferença a oferta dos seus sistemas de gestão somados a linhas de software de gerenciamento de ativos (EAM) e gestão de serviços (ESM), que permitem a esse tipo de clientes administrar seus negócios de maneira diferente do que fariam com base nas soluções de gestão da concorrência. 

Maurício Renner cobriu o IFS World em Boston a convite da IFS.