Karla Capela, CEO e fundadora da Koy Inteligência Jurídica. Foto: divulgação.

A brasileira Karla Capela, CEO e fundadora da Koy Inteligência Jurídica, está entre as 35 mulheres listadas pela IBM como líderes que moldam o futuro da inteligência artificial em todo o mundo.

Capela fundou a Koy, plataforma de gestão jurídica recifense, em 2017 e também é sócia diretora há 15 anos no escritório Raimundo & Capela, especialista na área de seguros para contencioso estratégico de massa no Nordeste.

A advogada é a única latino-americana na lista global, que celebra executivas de 12 países e é liderada pela americana Tiphanie Combre, diretora sênior da ADP. 

Na lista, também figuram profissionais de outras grande empresas, como KPMG LLP, PayPal, Santander, Siemens AG, Vodafone e Japan Airlines.

Segundo a IBM, as líderes foram escolhidas porque elas e suas empresas estão demonstrando o poder da IA usando o Watson para melhorar os negócios e trabalhar para seus clientes e funcionários. 

Além do reconhecimento, a lista anual propõe uma rede de networking para que as executivas aprendam umas com as outras e descubram abordagens para aplicar a IA na  resolução de desafios urgentes dos negócios.

"A inteligência artificial estará no centro da transformação dos negócios na próxima década e, para nós podermos mitigar o viés no futuro, precisamos de mulheres e equipes diversas na vanguarda da IA. Suas realizações são uma inspiração para todos nós”, ressaltou Michelle Peluso, vice-presidente sênior de vendas digitais e CMO da IBM.

Para ter uma ideia mais clara sobre a diversidade em IA, a IBM recentemente se uniu à empresa Morning Consult para realizar um estudo global com mais de 3,2 mil profissionais da área. 

A pesquisa apontou os benefícios da diversidade para a IA, mas destacou que ainda é necessário trabalho para diminuir o gap de gênero.

Segundo a empresa, 85% dos profissionais de IA acreditam que o setor se tornou mais diversificado nos últimos anos. Deles, 91% acham que essa mudança está tendo um impacto positivo. 

Por outro lado, as mulheres foram quase cinco vezes mais suscetíveis do que os homens ao dizer que seu avanço na carreira foi impactado negativamente por seu gênero.

Outra descoberta do estudo é que os homens que trabalham com IA apresentaram maior probabilidade de ouvir que têm um talento natural para matemática, enquanto as mulheres costumam ouvir que são naturais para as ciências humanas, sociais e artes plásticas.

Em 2019, a IBM criou o programa Women Leaders in AI para ajudar a dar visibilidade às mulheres líderes do setor, incentivar maior participação feminina no campo da IA e fornecer às homenageadas uma rede de aprendizado compartilhado.