Bruno Covas, prefeito de São Paulo, e João Doria, governador do estado. Foto: Governo do Estado de São Paulo.

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 8, a prorrogação da quarentena até o dia 31 de maio devido ao aumento de casos e mortes por conta do coronavírus.

Com a decisão, apenas serviços essenciais seguem autorizados a funcionar.

“Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Autorizar o relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e, por óbvio, a recuperação econômica", afirmou João Doria, governador do estado.

Na região metropolitana de São Paulo, os últimos 30 dias registraram um aumento de 760% nos casos de covid-19, enquanto dez novas cidades da unidade federativa registraram casos da doença nas últimas 24 horas.

A propagação ainda tem crescido quatro vezes mais rápido nas cidades do interior e do litoral do que na Grande São Paulo e a administração acredita que, até o final de maio, todas as 645 cidades do estado terão casos confirmados da doença.

Em 22 de abril, Doria chegou a anunciar a proposta de reabertura gradual da economia a partir de 11 de maio, afirmando que os detalhes só seriam divulgados nesta sexta-feira.

No entanto, o estado acabou registrando 59% como a maior taxa de adesão ao isolamento social, apenas em domingos, enquanto as autoridades de saúde apontaram que o ideal seria 70%.

O número de casos confirmados até agora em São Paulo, considerado o epicentro da doença no país, é de 41.830, com 3.416 óbitos.